Sem refúgios ou subterfúgios. Poemas, crónicas, críticas, política e outros que tais. Reservados todos os direitos de autor de acordo com a lei vigente. A reprodução, de parte ou integral dos seus conteúdos tem de ser autorizadas pelo autor. Escrita de acordo com a ortografia antiga.
2012-09-13
Pergunto eu?
- Militar á força que fui quando tive de cumprir o serviço militar, Não FUGI, e fui embarcado para defender os brancos e pretos de Angola, hoje retornados, dos turras, agora heróis.
- Reformado por deficiência ao fim de longos 42 anos de trabalho e descontos, em impostos e taxas., onde me foi retirado as isenções das taxas ditas moderadoras.
- Pensionista com 66 anos que toda a vida cumpriu com os seus deveres tributários que nunca esteve a trabalhar no estado.
Se hoje não tenho uma reforma miserável, (também não é de luxo, dá por enquanto para viver), deve-se ao facto de muito descontar. De tudo o que ganhava me era retirado parte (conheço quem assim não procedeu, também não pode reclamar da sua pensão, mas também não são tão penalizados) mas o lixado sou eu.
- Cidadão anónimo como tantos outros que começou a trabalhar com a idade de 14 anos. (idade legal pata o efeito) Sem cadastro nem registo criminal, que nunca recorreu, felizmente, ao apoio do estado ou qualquer outra instituição pública ou privada, e agora já não sei o que o futuro me reserva:
- Contribuinte que, se conseguiu economizar alguma coisa, foi com sacrifícios, ao longo da vida, que nunca quis dar um passo maior que a perna, no entanto agora também me querem ire, roubar as minhas economias, porra porque tenho de pagar por aqueles que sempre gastaram e que os governantes deram o exemplo á tripa-forra não gastei
PERGUNTO EU:
- Onde está o meu dinheiro que entreguei como contribuições, á segurança social e ao estado seu fiel depositário, em que desde o primeiro dia de trabalho, me era indicado como garantia para a velhice, e em que ficamos?
- Que culpa tenho, ou será castigo divino ter nascido português, lisboeta de gema, que estudei, trabalhei, escrevi um livro, plantei uma árvore, criei dois filhos dando-lhe a melhor educação que me era possível, de estar numa situação económica difícil?
- Que culpa tenho, da desgovernação, dos desvios colossais, dos desmandos aberrantes praticados pelos governantes e seus acólitos, presentes e passados?
- Que culpa tenho, de muitos portugueses se terem deixado enganar por falsas promessas, ludibriados por mentiras dos governantes.
- Que culpa tenho, que Cavaco Silva tenha mandado destruir a agricultura e pesca, Durão Barroso, vendo o pantanal tenha fugido, que Santana Lopes bicho politico e nada mais, que Sócrates tenha sido um megalómano e oportunistas, e presentemente os meninos Passos Coelhos e Paulo Portas se bem comportados se transformaram em Lúcifer colocando este país num autentico inferno..
-Que culpa tenho, pois nunca votei nos partidos deste governo nem nos outros de má governação, do país ao longo das últimas décadas?
RESPONDA QUEM SOUBER
2012-09-12
Tenho vergonha
- Um país onde os ricos continuam ricos, os remediados a caminho da pobreza, a pobreza na miséria,
- Um país onde cada vez a classe politica, privilegiada, a grande e única responsável pelo situação do país, os governantes que andaram só ao saque, que só onde só é exigido sacrifícios á classe trabalhadora e pensionistas.
Não resisto, enquanto poder tentarei do modo e engenho que tenho denunciar, demonstrar a minha repulsa pelo estado da nação, que é minha, que é de todos nós, e que se chama PORTUGAL
- Desculpem mas tenho vergonha de viver nestas condições no país que amo, mas tenho de desabafar deixando aqui uma pequena colectânea:
- Será que temos de chegar ao ponto do tempo da grande guerra, que o povo vai para a fila para ter comida, pois não tem dinheiro. A sopa do Sidónio já voltou.
- A Alemanha, o que não conquistou pelas armas, vence pelo dinheiro comprando os vendilhões da pátria.
Quando estes governantes que nunca trabalharam verdadeiramente na vida, andavam nos corredores da intriga, nas escolas partidárias ou tiram cursos só com cunhas e á pressão
- Na corrida da transparência, apanha-se mais depressa um Coelho mentiroso que um uma tartaruga honesta.
- Desenganem-se Passos Coelho e seus comparsas. Os predadores também são devorados.
- P. Portas compara José Sócrates ao Xerife de Nottingham na cobrança de impostos (dito em 08. 7.2008 ao jornal publico) e agora o silêncio de mais um travesti politico
- Agora temos um vampiro, o Drácula de Lisboa identificado, chama-se Passos Coelho. e Paulo Portas será o Dr.Jekyll e Mr.Hyde.
- PM Passos Coelho não conhece a palavra hoje tão em voga:
Equidade não sabe o que significa, ou se aconselhou com o Sr. Relvas, e como sabemos como se formou não teve tempo de ir ao dicionário, então aqui vai o que significado tem a palavra:
EQUIDADE= Igualdade = Imparcialidade = Senso de justiça recta e natural.
Passo Coelho não sabe, e confundiu com a palavra INIQUIDADE = desonestidade = uma grave injustiça, termo é geralmente utilizado para designar a transgressão da Lei, a falta de justiça, o tratamento desigual dos indivíduos.
- O líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, desafia PS a apresentar alternativas ao governo.
Afinal só revela incompetência do governo, mas outra cisa não é de esperar quando se tem um diplomado fast food, compreende-se que não sabem o que fazem, mas Deus não perdoa.
Só revela mais uma vez a necessidade de mentir só apanágio de um mentirosos compulsivo, vindo com demagogia com meias verdades.
- O PSD e o governo perdeu a legitimidade, pois mentiu aos seus militantes, simpatizante e enganou os incrédulos.
Nada cumpre o que prometeu antes das eleições e no programa eleitoral só toca na parte que lhe convêm mas muito obscuramente.
Passos Coelho só existe neste momento porque tem um presidente da Republica pouco diz e nada faz, a não ser a favor do governo PSD, esquecendo o seu dever de proteger o povo.
- Nem a JSD entende este aumento escandaloso em que e aumente a diferença da equidade na distribuição dos sacrifícios através de medidas de corte na despesa e sugeriu a possibilidade de ser aplicado um imposto extraordinário às empresas beneficiadas por rendas excessivas.
- O governo PSD-CDS "Deu a machadada final no regime previdencial", isto dito por Bagão Félix revela a ladroagem e incompetência deste governo.
- Nem a JSD entende este aumento escandaloso em que e aumente a diferença da equidade na distribuição dos sacrifícios através de medidas de corte na despesa e sugeriu a possibilidade de ser aplicado um imposto extraordinário às empresas beneficiadas por rendas excessivas.
- As medidas de roubo anunciadas pelo primeiro-ministro, Passos Coelho parece que não são suficientes para cobrir o défice das contas públicas, o que revela a incompetência do governo PSD-CDS, por isso e segundo se consta o Governo já se prepara para novo assalto com mais austeridade. Entretanto ministros andam passeatas, cambada de bandidos.
- O PSD e o governo perdeu a legitimidade, pois mentiu aos seus militantes, simpatizante e enganou os incrédulos. Nada cumpre o que prometeu antes das eleições e no programa eleitoral só toca na parte que lhe convêm mas muito obscuramente.
- Passos Coelho só existe neste momento porque tem um presidente da Republica pouco diz e nada faz, a não ser a favor do governo PSD, esquecendo o seu dever de proteger o povo.
- Veja-se os ministros e secretários de estado tem mesmo cara jovens boys que nunca souberam o que é a vida e suas dificuldades.
-É imperioso e urgente correr com estes bandoleiros
2012-09-10
Mais uma vez
- Mais uma vez tivemos uma declaração do primeiro-ministro que não é mais que um roubo contra a classe trabalhadora e pensionistas.
- Mais uma vez a força do trabalho é desvalorizada e a riqueza dos poderosos, agiotas, e dos gestores incompetentes é valorizada.
- Mais uma vez Passos Coelho deixa impunes os grandes tubarões (gestores empresários em especial os que não pagam impostos compatíveis com ao seus verdadeiros rendimentos e fortuna e seus bens e invisíveis e invisíveis., tributa as grandes empresas, os grandes lucros isso cobardemente não se atreve.
- Mais uma vez junta a pequena verdade com a grande mentira, dando demagogia, falseando a realidade dos factos e das necessidades, a ferocidade no ataque ao mais fraco, como fazem os lobos, e as hienas, os abutres, é uma evidência.
- Mais uma vez quem acredita na honestidade, na boa vontade da integridade e equidade deste PM, que é brutal no aumento da carga fiscal da classe trabalhadora activa e reformada. Generoso com os grandes e poderosos (á espera de depois lhes cobrar migalhas, pois a governação não dura sempre e há que investir do seu futuro e dos seus,) mas não dos portugueses trabalhadores e pensionistas.
- Mais uma vez brinca e tenta enganar com as palavras ou com os nomes de que lhe queiram apelidar como: impostos, taxas, coimas, contribuições, quer seja IVA, IRS, Segurança Social, Saúde, enfim tudo o que seja sacar directa ou indirectamente ao bolso do cidadão é um Imposto ou um roubo.
- Mais uma vez a pandilha, os lambe-botas, como o líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, vem com a conversa da treta atacando os outros e afirmado que o PS não tem alternativas, mas afinal pergunta-se: Quem está no governo?
Sempre as desculpas de mau pagador, a culpa é da austeridade, do memorando, da troika, do passado, ainda se vai chegar á conclusão que a culpa é do D, Afonso Henriques, e os PSD são as virgens imaculadas.
- Mais uma vez o povo foi enganado pelos políticos, com falsas promessas, com o não cumprimento claro e transparente do que prometeram antes das eleições, e mesmo depois como se verifica diariamente.
- Mais uma vez teremos de dar razão a quem disse “ o povo é sereno” até quando vai a classe trabalhadora e reformada deixar de olhar para o seu umbigo e exigir o que é de todos e para todos.
- Mais uma vez, até quando vamos aguentar os aumentos dos impostos, dos combustíveis, do custo de vida para o cidadão comum, e menos para as classes privilegiadas onde se inclui: , governantes, gestores da coisa publica, deputados, e muitas das profissões liberais que se encontram bem representadas na Assembleia da Republica.
2012-09-02
Que país é este?
• Um país de demagogos que se julgam ser pedagogos
• Um país de mentirosos usurpadores que se tornam doutores
• Um país de comentadores que actuam como vendedores
• Um país que a filiação partidária se sobrepõem á competência profissional
• Um país em que os licenciados são desempregados e falsos doutores tem emprego assegurado no governo
• Um país onde se dá medicamentos aos drogados e se tira aos hemofílicos e doentes de cancro.
• Um país onde se é condenado por roubar uma ninharia e ilibado por um milhão
• Um país onde lei tem múltiplas interpretações sempre a favor dos ricos e poderosos
• Um país onde uma inconstitucionalidade é moldável aos interesses da politiquice do governo sobrepõe á constituição e ao povo
• Um pais que rouba aos reformados e pensionistas direitos adquiridos ao longo dos anos, que contribuíram com os seus descontos, impostos sacrifícios e trabalho
• Um pais que não tem poder de traçar o seu destino, nem de tomar decisões em favor do seu povo. Não é digno desse nome, não passa de mas uma província ou região subjugada .
2012-08-30
Pirataria moderna
2012-08-23
Assim nasce uma verdadeira amizade
Acredito que na vida há momentos que podem definir uma pessoa, ou situações sem grandes alaridos, ou acções espectaculares, podendo surgir quando menos se espera.O inesperado pode dar origem a um qualquer sentimento dependendo de carácter de cada um, momentos que surgem o herói ou o cobarde, e que marcam o bem e o mal.
Por vezes são pequenos gestos ou palavras podem definir uma amizade, são os gestos ou palavras que se sente e não se explicam,
Há pessoas que são mais sensíveis e dão valor a coisas simples, sem serem elaboradas sem grande alarido, como um filme em que se aprecia uma cena simples mas verdadeira e não outra mais faustosa ou elaborada e nos pode sugerir falsidade ou menos real. Assim surge na vida situações e isso produz sentimentos que poderão não fazer sentido, mas a verdade é que podem perdurar como uma imagem de algo que gostamos
Como se pode sentir uma profunda amizade, sem grandes contactos, sem muitas conversas, mas não é relevante, o importante ficou registado, o flash está presente onde os pequenos gestos, acções ou palavras que marcam.
Na vida os pequenos gestos ou palavras podem definir a amizade, são os gestos ou palavras que se sente e não se explicam nem alteram
Como um homem não pode esquecer que em momentos de moral confusa, por uma saúde debilitada, na duvida se deveria ou não fazer a uma operação ao coração, se tinha o não fundo monetário para tal, somente a esperança do próprio e do seu médico operador que tudo iria correr da melhor forma, felizmente tal aconteceu.
O risco era grande a incógnita do desfeito, estava na s mãos de terceiros, e de um ser superior único que pode decidir do momento de vida ou morte de qualquer ser humano que acredita em Deus.
Esse homem ouviu muitas palavras de confronto, algumas palavras já feitas, em que não pondo em causa a sua honestidade ou sinceridade, seriam repetitivas sem o calor humano, sem o clic, que se transforma em força. Entre as banalidades de ocasião surgiu alguém, que se prontificou para ajudar, não sabendo os riscos que corria, não conhecendo até que ponto a sua oferta poderia ser retribuída ou paga, sem saber se as coisas corriam bem ou mal, se existia da parte do homem a possibilidade financeira de poder assumir ou honrar o compromisso do pagamento da possível divida.
São estes pequenos gestos que marcam e demonstram as coisas boas da vida, da amizade de que o homem com pessoa tem futuro.
O homem não aceitou a oferta, mas registou o momento que há-de perdurar por muitos e muitos anos. Passou o período crítico, mas o homem não esqueceu tal gesto e hoje nutre um profundo sentimento de amizade e reconhecimento por umas palavras simples mas verdadeiras.
Uma história com um final feliz e em como uma situação simples pode tomar grande importância. de um simples conhecimento se transforma em verdadeira amizade, sem muitas conversas e convívios, simplesmente.
2012-08-07
Pântano de águas lodosas
2012-08-04
Mais de dez mil guitarras
Num amor imenso quente e terno
Dentro de nós o esplendor da vida
Seguir o trilhar sem olhar para trás,
Caminho de flores e de espinhos
Perfume inebriante esquece a dor
Asa flutuante nas nuvens deslumbra
Sons cintilam como pedras preciosas
Afrodisíaca é a paixão de quem ama
Um nascer de sol num dia sem fim
Inebriantes luzes, cores e cheiros
Palavras e gestos enriquecedores
Amor aprendiz tantos erros cometidos
Inocentes brincadeiras, alguns dissabores
Decisões tornadas, arrependimentos vistos
No encanto do romance tudo é perdoado.
Asas flutuantes nas nuvens deslumbram
Sons brilham como diamantes suspensos
Perfume embriagador entorpecimento da dor
Lugar tranquilo de encantos, virgem se perde
2012-08-03
Conturbados dias de hoje
Naufrago no turbilhão da vida
Deprimido pelas circunstancias
Conturbados, são os dias de hoje
Tempos lembrados num triste retrato
Pecados passados maldição presente
O diabo sorri de promessas desfeitas,
Inventar palavras rapidamente esquecidas
Na teoria geral do empobrecimento
Métodos do liberalismo desenfreado
Governações desastrosas final triste
História de um Portugal assombrado
Gestores e administradores enchem a pança
Sem escrúpulos sacam ordenados milionários
Lugares ocupados por parasitas engravatados
Enquanto trabalhador esgravata mísero salário
Ao desempregado é dado migalhas como benesse
O pensionista sofre cortes nunca antes imaginados
Cidadão comum sente-se desprotegido e injustiçado
Pela política actualmente praticada vitima sente repulsa
2012-08-01
Triste lembrança
Estávamos no ano de 1969, a cumprir o serviço militar obrigatório, tendo sido destacado (não fui dos que fugiu, da guerra, não imigrei cumpri o meu dever cívico. apesar de estar contra o governo da altura, como agora, a diferença de hoje é para pior, mais revolta contra mais injustiças só diz liberdade não chega, é uma falácia) mas continuamos, fui destacado para a s ditas províncias ultramarinas para uns, colónias para outros, encontrando-me em Luanda - Angola.
Ao final da tarde de um certo dia quente, saindo do aquartelamento de onde tinha sido destacado em rendição individual "AEA - Agrupamento de Engenharia de Angola", encontrei-me á porta do quartel com um amigo, daqueles de ocasião, em que cada vez que nos cruzamos nos cumprimentamos e continuamos quase uns desconhecidos, e que hoje tenho pena que nem fixei seu nome. Percorremos numa conversa banal como tantas outras, ao longo da Av. dos Quartéis, a quem se dirigia pata o centro ou para o cinema Alvalade, antigamente (hoje não sei se existe), o lado esquerdo era preenchido por quartéis, com um passeio de cimento , do lado direito era descampado com uma amostra de passeio em terra batida e de pó.
Um dos aborrecimentos e pouco justificáveis situações que levava o militar a ir no lado direito, deve-se ao facto de por tudo e por nada se fazer continência militar, uma saudação que só deveria ser feita, ou exigida, quando em conversações directas e de superiores directos com os quais tem contactos ou se está sobre comando directo, e não por mero cruzamento de pessoas que nem se conhecem nem se cumprimentam, a não ser numa continência sem sentido,
A situação anterior forçava a um certos constrangimentos, pois implicava quase cada passo, se cruzassem militares saídos de outros quartéis de patentes superiores a obrigatoriedade da mil e uma continência. Para evitar tal situação, alguns militares, preferiam caminhar no pó e terra, e que implicava também irem no sentido do trânsito, ou seja de costa para o mesmo.
Das poucas vezes que ia para o meu quarto alugado na zona da Maianga a pé, ia do lado esquerdo, pois era mais importante a comodidade e os sapatos sem pó, tornando-se mais confortável o caminhar.
Assim encontrava sempre alguém conhecido, mesmo de outros quartéis, e desenvolviam-se conversas diversas, e foi num desses dias que serve de referencia a esta narrativa,
Tinha saído do quartel, com esse meu conhecido, e íamos na conversa e o que ficou na minha memoria, pois me dizia “ falta-me muito pouco tempo para acabar a comissão, estive sempre aqui em Luanda e em breve regresso a casa, e tu parece que também vais ter sorte, estás num serviço bom e provavelmente também não tens que ir para o mato”, uma conversa simples como tantas mas que veio marcar.
Surge a triste historia, é que passados uns dias tive conhecimento de uma desgraça. O meu conhecido teve um trágico acidente, ia a andar junto á berma do passeio do lado direito, provavelmente por ser mais confortável e não sujar os sapatos, mas o que seria mais um regresso de fim do dia ao seu quarto, surgiu o imprevisto e inimaginável. Um “camion” GMC militar, que ia recolher a um desses quartéis, vindo no mesmo sentido, e pelo que foi apurado, encostou-se demasiado junto á berma do passeio, e para grande desgraça um gancho de amarração da carroçaria que estava demasiado aberto (saliente) apanhou a cabeça de o conhecido (seria ofensa chamar amigo pois faltaria a verdade, mas o facto é que hoje o retrato como amigo, tal a situação me afectou.
Foi o mesmo levado para o Hospital Militar Central, onde poucos dias depois veio a falecer, factos que só vim a saber uns dias mais tarde. e nem me pode ir despedir.
Uma vida estupidamente ceifada, em plena juventude sem nexo, situação que não me sai da memoria cada vez relembro quando mesmo que por acaso e em escassos minutos circulo no sentido do transi to ou vejo algum familiar ou amigo, acabo por contar a historia deste triste fim
Moral de uma historia verdadeira, CIRCULE SEMPRE DE FRENTE PARA O TRANSITO, NUNCA NO MESMO SENTIDO E DE COSTAS PARA ESTE