2012-01-18

Filho de mil homens

Filho de mil homens,

Bom, reles ou pérfido

Num acto de sobrevivência

Explora o desconhecido.

Sussurro alimenta a alma


Filho de mil homens

Mergulhado nas trevas

Enquanto o diabo reza,

Audaz violento e belo.

Reinvenção permanente do fogo.


Filho de mil homens

Cadáver preenche um vazio

Perpétuo desencanto da vida

Derrame de palavras sem eco

Domina em melodia inesperada.


Filho de mil homens

Do primeiro ao último segredo

De repente tudo muda na vida,

Turbilhão de rostos passados

Fervilha a esperança, o sol brilha


Filho de mil homens

Profetiza a destruição do mal

O desespero não é permitido

Peregrinação ao espólio do morto

Riqueza nas profundezas do saber

6 comentários:

São disse...

Gostei do texto e lhe desejo bom dia.

Baby disse...

Poema marcante, forte!
Abraço.

Nilson Barcelli disse...

"Enquanto o diabo reza"
Magnífico poema. Fiquei encantado, como sempre, com as tuas palavras.
Abraço, caro amigo.

Zé Povinho disse...

E há tanto por aí...
Abraço do Zé

heretico disse...

há sempre renascimento e novos madrugadas. importa profiar...

abraços

O Árabe disse...

Belo post, amigo! Muito bom o texto. Boa semana, meu abraço.