Estávamos a dar um pequeno passeio, como é habitual ele ia para todo o lado comigo, pela companhia, pela esperteza pelo carinho, cachorro, obediente e vivo.
Tivesse o tempo que fosse, dentro do carro nada fazia, Tive de fazer uma paragem com a esposa, esta saiu do carro, e eu francamente não me estava a apetecer, mas o Roy, resolveu ir a trás da dona, então eu sai e fomos dar um pequeno passeio,
O destino marca a hora das pessoas e dos animais, nada podemos fazer para o modificar, sinto raiva e revolta, poderia eu ter evitado, não saindo do carro, não sei e uma interrogação o porquê? Nada fazia prever tão trágico destino, todos diziam que tinha tido sorte em encontrar assim uns donos, e durou tão pouco
Como era habitual, ele mantinha-se no passeio pelo que estava descansado, nada previa a sua mudança súbita, mas hoje e uma coisa que não tinha feito, (e não voltará a fazer), viu um outro cão de grande porte, do outro lado a rua, a cerca de 50 metros, e desta vez, nem sei porque razão estava parado e sossegado e de repente, resolveu correr para o outro cão. A zona estava calma á minutos que não passava nenhum carro, mas naquele momento, ao atravessar a rua, um carro que talvez não devesse vir tão depressa como seria desejado, a verdade é que apanhou o cachorro, uma vez e não parando de imediato, passou novamente por cima do cachorro, creio que aqui e pelo que infelizmente me deu a ver foi fatal. A paragem não foi imediata e assim passou uma e outra vez por cima do cachorro. O condutor parou, quis prestar assistência levando o cão ao hospital, mas eu nada quis, a minha dor era maior e nada já havia a fazer, o condutor foi em paz, (e que pense se o quiser que se fosse mais devagar evitava o acidente,) mas reconheço., pois também sou condutor, que talvez não o embate podia ter sido ligeiro não causando tanto dano, mas a culpa maior foi de facto do cachorro que pagou com a vida.
Peguei no Roy nos meus braços, meti-me no meu carro e demorei não mais que 2 a 3 minutos até ao hospital veterinário do Restelo, que foi imediatamente atendido. Com ele no carro não gemia pouco ou nada se mexia, deitei-o na maca, a médica ocultou-o e disse que nada havia a fazer e que já não sentia o coração e passados um segundo finou-se.
Aqui onde passei algumas horas com o cachorro a fazer companhia ou a pedir a atenção, ou deitado na sua caminha, sento-me abatido talvez por isso escrevo esta crónica para eliminar esta tristeza, pois ao escrever estas palavras ia me lembrando das coisa boas que ele me preposicionou dos momentos de alegria, da suas brincadeiras do quanto gostava de carinhos, de ultimamente me ir chamar á cama logo pela manhã para o ir passear, assim evitava fazer as necessidades em casa, não o irei esquecer e não sei se terei outro caniche, pois nada será o mesmo tão depressa não sei se vou querer outro cachorro. Aqui fica a sua imagem quando andávamos no carro e que tanto gostava e como será recordado.
C.Valente
ResponderEliminarAbraço-me a ti e choro no teu ombro. Eu sei que é uma dor enorme. Tenho 3 cães que adoro. E também já perdi um caniche por morte.
Amigo, arranja outro cão. Mas escolhe um cão num canil ou numa Associação que interaja contigo e que tu sintas que é mesmo aquele que queres. É a melhor forma de mitigares essa angústia.
Abraço e um bom 2009 dentro do possível.
Tem coisas que não se explicam...
ResponderEliminarSão perdas; simplesmente...
Deixo um beijo triste e espero que te refaças.
Um Novo Ano bom pra ti
Abraço-te...
ResponderEliminarBoas C...
ResponderEliminarDeixo o meu abraço de pesar e solideriedade.
Também já me aconteceu a mim atropelar sem querer, por mero acidente o cão de um amigo meu.
Ia a descer uma rua do bairro onde morava e ia até bastante devagar pois ia a passar em frente a um café e o canito saiu a correr de debaixo de um carro.
Eu até que vi o cão, mas o tempo de resposta em travar e reduzir a mudança não foi rápido o suficiente para estancar a "tonelada" de carro que eu conduzia. é claro que fiz o que me competia e paguei os tratamentos apesar do meu amigo não me ter considerado culpado de nada, pois o cão até estava sem trela.
Mas são acidentes que acabampor marcar uma pessoa e pior ainda quando teem fins tristes como este.
abr...prof...
E no meio da tristeza, aproveito para lhe endereçar umas Melhores Entradas em 2009, porque a saida não foi a ideal...
Hummm amigo também fico triste pois faz 1 ano me aconteceu o mesmo e sei o que passei...
ResponderEliminarPassei desejando um lindo 2009...
E assim é...mais um ano,pois...
Na melodia do vento, xuva, sol e tempo...
Nós vamos passando como uma brisa de
saudade passada e futura...
Beijinho com carinho e o desejo de tudo de bom!...
SOL
Percebo a sua dor. Tambem ja experimentei a perda dessas criaturas maravilhosas que nos dao tanto, pedindo tao pouco em troca!
ResponderEliminarInfelizmente, ja me aconteceu semelhante e sei também o que se sente...que 2009 seja um ano melhor..abc
ResponderEliminarFiquei chocada.
ResponderEliminarUma abraço grande.
Estou contigo
Sentido pesar... Um cão é como família. São coisas que acontecem e por mais que se queira evitar, o imprevisto tem sempre forma de ocorrer.
ResponderEliminarAbraço forte do P.
Não conhecia o Roy Roy, mas sei como nos podemos ligar a um animal que brinca conosco e nos faz companhia. Numa perda é como se fosse uma pessoa e sofremos como tal.
ResponderEliminarAbraço
Carlos
...
ResponderEliminarApenas deixo um grande abraço...
muito grande pois sei a dor que estás a sentir...
(*)
C Valente,
ResponderEliminarque dizer depois de ver e ler este post?!?
Apenas desejar um muito bom 2009.
TUDO de bom.
Abraço-te*
Nada do que se diga poderá aliviar a tua tristeza. Fica apenas um abraço!!!
ResponderEliminarValente,
ResponderEliminarLamento essa tua dor. Este episódio que nos relatas aqui de forma humana e isenta, só nos vem mostrar mais uma vez como a vida pode ser cruel, e que o destino de todo o ser humano está mesmo marcado, não há como evitá-lo.
Abraço.