2012-02-15

Crime em raiva

A paixão transforma-se em queixume
Desassossego e inquietação, latente
Ciúme e crime em raiva exacerbada
Ambiente de decadência e de veneno

Obsessão não é romance nem amor
Há que fazer uma abordagem diferente
Realidade e fantasia situações distintas
Labirinto tridimensional sufoca a atitude

A natureza humana é um mistério contínuo
Contrariedades transformam-se em medos
Silêncios ocultos que germinam violência
Não importa os trilhos que nos consomem

Há que desprender a carga negra que existe
Ideais haverá que nos libertem do pântano
O amor não é só feito de palavras e gestos
Mas de respeito, generosidade, e partilha

A vida expressa-se quando a morte rodeia
Numa Mensagem que nos obriga a reflectir
Como um raio de luz ilumina a escuridão
A humanidade desperta da sua fragilidade

A promiscuidade entre o bem e o mal existe
Definições morais tantas vezes destorcidas
O homem faz juízo perante factos e situações
Mas só um Deus superior pode entender e julgar

4 comentários:

Baby disse...

supposedExcelente poema que disseca a intrincada personalidade do homem!
Abraço.

Mena disse...

Olá!

O teu poema dá que pensar, pois fala, infelizmente, do "lado lunar" da natureza humana.
Gosto de ler e reler e de interpretar o que escondem as palavras dos poetas, de ver "imagens dentro das palavras", como dizem os meus alunos...
Vou voltar!

Bj

São disse...

Sim, gostar de alguém é dar-lhe respeito, carinho e liberdade.

Um abraço, meu caro.


Francamente: para provar que somos pe4ssoas qualquer dia teremos que escrever um livro!!!

O Guardião disse...

Quem somos nós para julgar os outros...
Cumps