Nem falar de amores, paixões e desamores
Da beleza de mulher, utopias, estrelas e luar
Simplesmente do quotidiano nos está a sufocar
Só o povo pode inverter esta situação em que nos colocaram
Sem refúgios ou subterfúgios. Poemas, crónicas, críticas, política e outros que tais. Reservados todos os direitos de autor de acordo com a lei vigente. A reprodução, de parte ou integral dos seus conteúdos tem de ser autorizadas pelo autor. Escrita de acordo com a ortografia antiga.
Só o povo pode inverter esta situação em que nos colocaram
Faz hoje seis anos que iniciei este blog, com maior e menor assiduidade, mas sempre com prazer de contactar com os meus amigos, mesmo os virtuais neste mundo globalizado, a todos o meu obrigado pelas visitas e comentários que ao longo destes anos temos trocado. Um bem hajam.
Aqui vos ofereço um poema com um tema positivo, pois de tristezas e amarguras todos estamos fartos, e que infelizmente temos de encarar no dia a dia.
Descalço percorre a areia cristalina
Calmaria no mar, as ondas a sorrir
Assobiando ao vento, alegremente
Gaivota sobre a rocha brilha ao sol
Alegria de viver estampada no rosto
Escutando uma musica de encantar
Pequena flor nasce no extenso areal
Uma brisa de esperança paira no ar
Final da tarde sentado a tomar um chá
Relaxando na leitura de velhos poemas
Coloridos mosaicos realçam o quadro
Paisagem circundante transmite calma
Chegada a noite amena, o céu estrelado
Pelos passeios tranquilas vai vagueando
Aroma de comida refresca-lhe o desejo
Lauto jantar com prazer vai saboreando
Chegado a casa um silêncio tranquilo
Aconchego do lar, na cama repousante
O sonho voa sem limites pelas nuvens
Vivência com fé e esperança no amanhã
Falência de um país, bancarrota, é certo que poderá surgir, mas o país não morre. Os credores usurários nada recebem e como fica a situação?
O país deverá pagar a divida que contraiu, é certo. Não poderá é pagar juros astronómicos praticados para quem diz estar disposto a ajudar,
Se não pagar a divida ficará sujeito ao bloqueio dos credores e que mais, sermos evadidos?
Um país e seu povo não morrem, o que poderá resultar, passarmos a ser alemães, franceses, (tinha graça e talvez fosse melhor para os portugueses,) Se assim não fosse temos a história
A nação terá de ressurgir do quase nada, ou será evadido pelo país credor,
Mas segundo se diz os prestamistas, não tem rosto nem nacionalidade, em que ficamos?
Será justo que os empréstimos que são prestados aos governos, dá direito aos credores mandarem na governação do país, imporem regras, exigir alteração ás leis vigentes;
Quem governa é o partido eleito (quer se goste ou não) ou são os estrangeiros a que nos obrigam a ficar acorrentados. (uma pessoa pede um empréstimo a um prestamista, e este não vai geri a sua casa e ver se ele como bife ou só batatas, quanto mais poderá ter valores como segurança (e banco de Portugal tem ouro que é de todos nós).
A assinatura efectuada entre a troika e o PS, teve a anuência e concordância do PSD e do CDS, pelo que não serve de esculpa ao actual governo
Se este verificava a quando tomou o poder que não se podia cumprir o acordo, haverá que o renegociar o acordo como é uma situação normal em qualquer negocio entre pessoas ou empresas de bem.
Agora não podemos é sofrer esta morte lenta, este sufoco, esta angustia, onde a justiça não funciona, (diz-se por falta de meios), onde a equidade dos direitos é uma farsa, o custo de vida aumenta diariamente, Não podemos é continuar na morte anunciada, em que a juventude não tem emprego, os reformados vivem no limiar da pobreza.
A desigualdade é flagrante e cada vez maior e mais chocante, a classe politica e seus amigos é uma casta privilegiada, isto terá de ter um fim.
Temos de dizer não a esta situação de coisas, ser menino bem comportado de barriga vazia, não é dignidade é cobardia.
Filho de mil homens,
Bom, reles ou pérfido
Num acto de sobrevivência
Explora o desconhecido.
Sussurro alimenta a alma
Filho de mil homens
Mergulhado nas trevas
Enquanto o diabo reza,
Audaz violento e belo.
Reinvenção permanente do fogo.
Filho de mil homens
Cadáver preenche um vazio
Perpétuo desencanto da vida
Derrame de palavras sem eco
Domina em melodia inesperada.
Filho de mil homens
Do primeiro ao último segredo
De repente tudo muda na vida,
Turbilhão de rostos passados
Fervilha a esperança, o sol brilha
Filho de mil homens
Profetiza a destruição do mal
O desespero não é permitido
Peregrinação ao espólio do morto
Riqueza nas profundezas do saber