Sem refúgios ou subterfúgios. Poemas, crónicas, críticas, política e outros que tais. Reservados todos os direitos de autor de acordo com a lei vigente. A reprodução, de parte ou integral dos seus conteúdos tem de ser autorizadas pelo autor. Escrita de acordo com a ortografia antiga.
2013-03-30
Por favor tenham uma Pascoa feliz
Nestes dias difíceis para tantos e tantos portugueses assim como para muitos outros povos, onde a palavra dos políticos é como fel, o custo de vida, as privações são muitas, causadas pelos políticos que actuam tal Judas, que por meia dúzia de moedas tudo vendem tudo destroem
Governantes subjugados ao poder do dinheiro e se esquecem da nobre função de serviço publico, de cumprirem a palavra dada, o seu juramento de defender a constituição do país e seu povo.
Tempos difíceis, onde as palavras da classe politica jorram como vinho azedo, onde a verdade de hoje é a mentira de amanhã, deixando o povo descrente
A nobre função de serviço público, o permanente exercício na defesa do estado e do povo, se esvanece na ganância e usura de alguns, tendo o principal objectivo, o estatus quo presente e o seu bem-estar futuro,
Nestes dias de simbolismo para os homens crentes, á que ter esperança, e fé em Deus, que justiça seja feita, que a solidariedade não seja palavra vã
Votos de uma Santa Pascoa, com amor, com paz, com solidariedade para com o próximo. e por favos façam por serem felizes (apesar de uns quantos senhores o quererem impedir) SANTA E FELIZ PASCOA
2013-02-25
Lenta agonia
Numa lenta agonia
definha e apaga
Cravo vermelho murcha
e perde a cor
A luz da liberdade um
dia alcançada
Hoje
prenúncio de tragédia se abate
Espingardas imóveis
enferrujadas
Enxada gasta num
canto arrumada
Sem o direito ao trabalho
seu ganha-pão
Cidadão exilado no
mundo que é seu
Vilipendiado o
sentido de humanismo
Amargurado pela
vivencia na injustiça
Homem castrado pelo
poder vigente
Quer lhe rouba a dignidade
de viver
Peixotes da política
transformam-se em tubarões
Malabaristas de
palavra e intriga em jogos de salão
Negociações
aberrantes levam o país á pré-falência
Tragédia e dor caiem
sobre a sociedade portuguesa
2013-02-21
Lutar, lutar, lutar
Ás armas, ás armas
Pela Pátria que amamos
Contra os pérfidos
Lutar, lutar.
Ás armas, ás armas
Pela cidadania
Contra as injustiças
Marchar, marchar
Ás armas, ás armas
Não nos calamos
Contra os mentirosos
Protestar, protestar
Ás armas, ás armas
Contra os indignos
Falsos doutores
Manifestar, manifestar
Ás armas, ás armas
Pela nossa honra
Contra os governantes
Lutar, lutar, lutar
Heróis do mar, nobre povo,
Nação valente, imortal,
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memória,
Ó Pátria sente-se a voz
Dos teus egrégios avós,
Que há-de guiar-te à vitória!
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!
Desfralda a invicta Bandeira,
À luz viva do teu céu!
Brade a Europa à terra inteira:
Portugal não pereceu
Beija o solo teu jucundo
O Oceano, a rugir d'amor,
E teu braço vencedor
Deu mundos novos ao Mundo!
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!
Saudai o Sol que desponta
Sobre um ridente porvir;
Seja o eco de uma afronta
O sinal do ressurgir.
Raios dessa aurora forte
São como beijos de mãe,
Que nos guardam, nos sustêm,
Contra as injúrias da sorte.
Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!
2013-01-24
Escrita inacabada
Perscrutando o
sussurro da noite,
Desliza as horas ao
ritmo da dor
Ecos de vozes e
gritos distantes
Só as sombras mantêm
o silêncio
O olhar vazio
instalar-se no quarto
Escrita inacabada em folha rasgada
Papel amarfanhado no lixo deitado
Mensagens mortas amontoam-se
Sinuosos são os percursos da vida
Uma linha divide a intenção
e o gesto
Simbólica demarcação entre fronteiras
Desnorteado sobre tudo o que lhe
resta
Relembrando dias longínquos de amor
Como o passado se encontra longe
O presente desvanece entre mãos
Resta a lembrança e a esperança
2013-01-21
Portugal tem que resistir
Maioria parlamentar imperfeita foi
constituída
Não foi sufragada pelo cidadão, mas
cozinhada
Conjugação de interesses de assalto
ao poder
O imputado precisa de bengala para
sobreviver
Como programa eleitoral não é
cumprido,
Muitos sociais-democratas caíram no
logro
Ponha-se um ponto final nesta
embrulhada,
O direito de voto deve ser dado ao
povo
Mentiras apregoadas dívidas
acumuladas
Dinheiro do Estado desbaratado e
roubado
Políticos, gestores banqueiros poderosos
Levaram o país á falência e são
perdoados
Portugal resistiu a terramotos e
guerras
As invasões e ocupação por
estrangeiros
Aos falsos, patriotas indignos de
governar
Ergue-se contra os ladrões marchar
marchar
2013-01-20
A vida não é isto
A vida é mais que a política e os
políticos
Mais que o deve e haver dos
economistas
Que a voracidade dos mercados
accionistas
Governantes populistas mentirosos e
vigaristas
A vida não é só impostos, taxas,
contribuições
Comentadores na televisão, crónicas
nos jornais
Usurpação nos valores das reformas e
salários
Falências, desemprego, falcatruas e
muito mais
A vida não está na destruição do
estado social
Das soluções dos estrangeirados
neo-liberais
Forasteiros de passagem no país e no
governo
O país é mais que um ensaio em folha
de Excel
Vive-se numa artificial e aparente
legitimidade
Governação aberrante ultra-liberal,
nada cristão
Pró-Troikanos e estrangeiros são que
mandam
Onde um dilúvio se abate sobre ao população
2013-01-10
Declaração / Informação
Declaração
Eu Carlos Henrique
Valente Lopes, cidadão português, na posse de todos os direitos constitucionais
e de todas as faculdades mentais e intelectuais, possuidor e único titular da
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comentários, ou outros, assim como filmagens vídeos fotografias ou outras imagens,
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A violação da minha privacidade será punida por lei (UCC 1 1-308-308
1-103 e Estatuto de Roma) e no Brasil pelo Código de Protecção e Defesa do
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tenha o meu consentimento prévio.
Lisboa, 10
de Janeiro de 2013.
Carlos
Lopes
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Que porca de politica
Conflitos de
interesses estão presentes
Governantes
aconchegam o seu futuro
Submissos aos
poderosos e ao dinheiro
Esquecem os cidadãos
e que os elegerão
Caricatura de
estadistas forma este governo
A falsidade demonstra
a sua incompetência
Rendilhado de mentiras
debita sem despudor
Destroem toda a
credibilidade da democracia
Maioria parlamentar
insegura e pouco credível
Jorros de palavras
sem substância, tão inúteis
Aspectos positivos
são para os mais poderosos
Os interesses
partidários sobrepõem-se ao país.
De Belém não vem boas
novas do senhor “nim”
O poder político,
ignora o povo e a constituição
Implodir governo é
melhor que fogo de artificio
Que o ano novo nos
traga nova e justa revolução
2012-12-03
O Zoo em que vivemos
Zoológico
apinhado de leões e serpentes
Junto a um rio
onde morava a esperança
Cada dia é feito
de luta entre vida e morte
Casarios de janelas fechadas
com grades
Pequenos roedores são muito
perigosos
Espalham o vírus da crise e
da desgraça
Instalados nos cadeirões
aconchegados
Não sabem o que é fome nem
desalojado
Cavalos
de escola troteiam no recinto
Incompetência e
falsidade infestam o ar
Alcateia de lobos devora o Zé
indefeso
Jovens pássaros voam para
outro lugar
Aqui e nas feiras
surge uma ovelha negra
De mansinho, ilude
e engana, tal ilusionista
O salão aplaude e
vidas são desmanteladas
Impostos evadem
os lares tal fúria terrorista
Pelos jardins do palácio vagueiam jaguares
Status de relvas arruína empresas e pessoas
Abutres, corujas, falcões e pavões
pavoneiam-se
Os cidadãos batem
portas em sinal de protesto
No aquário cardume
de piranhas saciam-se
Idosos que não podem fugir são
devorados
Crocodilos ao sol aguardam a
sua reforma
Quem nesta vida está
tramado é o mexilhão
2012-11-26
Por culpa das estrelas
Por culpa das estrelas
O amanhecer tarda em nascer
Um novo dia, uma nova luz
Todo o céu num jardim plantado
Diamantes num brilho constante.
Por culpa das estrelas
Desenham -se animais na noite
A negrura da estrada é atenuada
Dragões de fogo surgem no ar
Imagens
fascinantes propagam -se
Por
culpa das estrelas
Espírito
vagueia no desconhecido
Nasce
o imaginário dos sonhos
Aparecem montanhas mágicas
Edificam-se
castelo nos topos
Por culpa das estrelas
Canções românticas são escritas
Entrelaçam-se corpos na noite
Palavras de amor são proferidas
O amor paira no céu estrelado
Por culpa das estrelas
Muitos corações despedaçados
Lágrimas
não deixam de correr
A
vida está cheia de surpresas
Por culpa das estrelas
Viandante descobre o caminho
o navegante acerta o seu rumo
Feliz dia em que as estrelas brilham
Benditas as estrelas que nos guiam
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