2013-04-27

O passado presente


Cidadão exilado na sua terra natal
Numa espécie estranha de vivencia
Rasga-se contratos outrora intocáveis
Destrói-se valores e princípios conquistados

Marmita de racionamento como recluso
Indivíduo agrilhoado não tem como reagir
Chuvas de pedras lhe são arremessadas
Poder político, semeia a génese o medo

Democracia se afunda em formalidades
Medidas injustas que magoam e matam
Prosperidade e austeridade são semântica
A mediocridade dos políticos é aberrante

Avoluma-se o revanchismos contido
Chegado ao poleiro deixa cair a mascara
Abutres atacam o cidadão fraco e indefeso   
Paulatinamente aniquilam o passado recente 

2013-03-30

Por favor tenham uma Pascoa feliz

Nestes dias difíceis para tantos e tantos portugueses assim como para muitos outros povos, onde a palavra dos políticos é como fel, o custo de vida, as privações são muitas, causadas pelos políticos que actuam tal Judas, que por meia dúzia de moedas tudo vendem tudo destroem Governantes subjugados ao poder do dinheiro e se esquecem da nobre função de serviço publico, de cumprirem a palavra dada, o seu juramento de defender a constituição do país e seu povo. Tempos difíceis, onde as palavras da classe politica jorram como vinho azedo, onde a verdade de hoje é a mentira de amanhã, deixando o povo descrente A nobre função de serviço público, o permanente exercício na defesa do estado e do povo, se esvanece na ganância e usura de alguns, tendo o principal objectivo, o estatus quo presente e o seu bem-estar futuro, Nestes dias de simbolismo para os homens crentes, á que ter esperança, e fé em Deus, que justiça seja feita, que a solidariedade não seja palavra vã Votos de uma Santa Pascoa, com amor, com paz, com solidariedade para com o próximo. e por favos façam por serem felizes (apesar de uns quantos senhores o quererem impedir) SANTA  E FELIZ PASCOA

2013-02-25

Lenta agonia


Numa lenta agonia definha e apaga
Cravo vermelho murcha e perde a cor
A luz da liberdade um dia alcançada

Hoje prenúncio de tragédia se abate


Espingardas imóveis enferrujadas
Enxada gasta num canto arrumada
Sem o direito ao trabalho seu ganha-pão
Cidadão exilado no mundo que é seu

Vilipendiado o sentido de humanismo
Amargurado pela vivencia na injustiça
Homem castrado pelo poder vigente
Quer lhe rouba a dignidade de viver

Peixotes da política transformam-se em tubarões
Malabaristas de palavra e intriga em jogos de salão
Negociações aberrantes levam o país á pré-falência
Tragédia e dor caiem sobre a sociedade portuguesa



2013-02-21

Lutar, lutar, lutar


Ás armas, ás armas
Pela Pátria que amamos
Contra os pérfidos
Lutar, lutar.

Ás armas, ás armas
Pela cidadania
Contra as injustiças
Marchar, marchar

Ás armas, ás armas
Não nos calamos
Contra os mentirosos
Protestar, protestar

Ás armas, ás armas
Contra os indignos
Falsos doutores
Manifestar, manifestar

Ás armas, ás armas
Pela nossa honra
Contra os governantes
Lutar, lutar, lutar

Heróis do mar, nobre povo,
Nação valente, imortal,
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memória,
Ó Pátria sente-se a voz
Dos teus egrégios avós,
Que há-de guiar-te à vitória!

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!

Desfralda a invicta Bandeira,
À luz viva do teu céu!
Brade a Europa à terra inteira:
Portugal não pereceu
Beija o solo teu jucundo
O Oceano, a rugir d'amor,
E teu braço vencedor
Deu mundos novos ao Mundo!

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!

Saudai o Sol que desponta
Sobre um ridente porvir;
Seja o eco de uma afronta
O sinal do ressurgir.
Raios dessa aurora forte
São como beijos de mãe,
Que nos guardam, nos sustêm,
Contra as injúrias da sorte.

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar! 

2013-01-24

Escrita inacabada


Perscrutando o sussurro da noite,
Desliza as horas ao ritmo da dor
Ecos de vozes e gritos distantes
Só as sombras mantêm o silêncio

O olhar vazio instalar-se no quarto
Escrita inacabada em folha rasgada
Papel amarfanhado no lixo deitado
Mensagens mortas amontoam-se

Sinuosos são os percursos da vida
Uma linha divide a intenção e o gesto
Simbólica demarcação entre fronteiras
Desnorteado sobre tudo o que lhe resta

Relembrando dias longínquos de amor
Como o passado se encontra longe
O presente desvanece entre mãos
Resta a lembrança e a esperança


2013-01-21

Portugal tem que resistir



Maioria parlamentar imperfeita foi constituída
Não foi sufragada pelo cidadão, mas cozinhada
Conjugação de interesses de assalto ao poder
O imputado precisa de bengala para sobreviver

Como programa eleitoral não é cumprido,
Muitos sociais-democratas caíram no logro
Ponha-se um ponto final nesta embrulhada,
O direito de voto deve ser dado ao povo

Mentiras apregoadas dívidas acumuladas
Dinheiro do Estado desbaratado e roubado
Políticos, gestores banqueiros poderosos
Levaram o país á falência e são perdoados

Portugal resistiu a terramotos e guerras
As invasões e ocupação por estrangeiros
Aos falsos, patriotas indignos de governar
Ergue-se contra os ladrões marchar marchar


2013-01-20

A vida não é isto


A vida é mais que a política e os políticos
Mais que o deve e haver dos economistas
Que a voracidade dos mercados accionistas
Governantes populistas mentirosos e vigaristas

A vida não é só impostos, taxas, contribuições
Comentadores na televisão, crónicas nos jornais
Usurpação nos valores das reformas e salários
Falências, desemprego, falcatruas e muito mais

A vida não está na destruição do estado social
Das soluções dos estrangeirados neo-liberais
Forasteiros de passagem no país e no governo
O país é mais que um ensaio em folha de Excel

Vive-se numa artificial e aparente legitimidade
Governação aberrante ultra-liberal, nada cristão
Pró-Troikanos e estrangeiros são que mandam
Onde um dilúvio se abate sobre ao população

2013-01-10

Declaração / Informação


Declaração 

          Eu Carlos Henrique Valente Lopes, cidadão português, na posse de todos os direitos constitucionais e de todas as faculdades mentais e intelectuais, possuidor e único titular da pagina de Facebook ou do Blog, informo que todos os meus dados pessoais, escritos, apontamentos, comentários, ou outros, assim como filmagens vídeos fotografias ou outras imagens, estão abrangidos pelos direitos de autor de acordo com as leis e convenções, nacionais e internacionais em vigor.
A violação da minha privacidade será punida por lei (UCC 1 1-308-308 1-103 e Estatuto de Roma) e no Brasil pelo Código de Protecção e Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90)", ou outras leis e convenções em vigor em outros países
Assim os mesmos documentos ou trabalhos, não podem ser reproduzidos quer parcialmente quer na sua totalidade sem o meu prévio consentimento escrito,
É expressamente proibido a utilização dos meus dados pessoais quer para uso da administração do Facebook e seu representantes, ou qualquer entidade individual ou empresa, independentemente do fim a que se possa destinar, sem que para tal tenha o meu consentimento prévio.

Lisboa, 10 de Janeiro de 2013.
Carlos Lopes

OBS: O Facebook é uma entidade privada de capital aberto.
Todos os membros que andem pela redes da internet (Facebook, Blog, etc) são aconselhados a publicar uma nota idêntica a esta.
Se não publicar uma declaração pelo menos uma vez, poderá  estar a permitir o uso do seu trabalho de escrita ou imagem, bem como as informações contidas nos seus dados pessoais.

Que porca de politica


Conflitos de interesses estão presentes
Governantes aconchegam o seu futuro
Submissos aos poderosos e ao dinheiro
Esquecem os cidadãos e que os elegerão

Caricatura de estadistas forma este governo
A falsidade demonstra a sua incompetência
Rendilhado de mentiras debita sem despudor
Destroem toda a credibilidade da democracia

Maioria parlamentar insegura e pouco credível
Jorros de palavras sem substância, tão inúteis
Aspectos positivos são para os mais poderosos
Os interesses partidários sobrepõem-se ao país.

De Belém não vem boas novas do senhor “nim”
O poder político, ignora o povo e a constituição
Implodir governo é melhor que fogo de artificio
Que o ano novo nos traga nova e justa revolução

2012-12-03

O Zoo em que vivemos


Zoológico apinhado de leões e serpentes
Junto a um rio onde morava a esperança
Cada dia é feito de luta entre vida e morte
Casarios de janelas fechadas com grades

Pequenos roedores são muito perigosos
Espalham o vírus da crise e da desgraça
Instalados nos cadeirões aconchegados
Não sabem o que é fome nem desalojado

Cavalos de escola troteiam no recinto
Incompetência e falsidade infestam o ar
Alcateia de lobos devora o Zé indefeso
Jovens pássaros voam para outro lugar

Aqui e nas feiras surge uma ovelha negra
De mansinho, ilude e engana, tal ilusionista
O salão aplaude e vidas são desmanteladas
Impostos evadem os lares tal fúria terrorista

Pelos jardins do palácio vagueiam jaguares
Status de relvas arruína empresas e pessoas
Abutres, corujas, falcões e pavões pavoneiam-se
Os cidadãos batem portas em sinal de protesto

No aquário cardume de piranhas saciam-se
Idosos que não podem fugir são devorados
Crocodilos ao sol aguardam a sua reforma
Quem nesta vida está tramado é o mexilhão