2007-06-07

Quem pediu um aeroporto?

Não sou a favor nem contra um novo aeroporto, quanto á localização muito menos (Ota Rio Frio, Poceirão, Alverca, margem sul ou margem norte.
Não sou construtor civil, não tenho uma imobiliária, não tenho gabinete de projectos, não tenho terrenos em qual qualquer zona do país, não sou engenheiro, não sou ministro, nem sou estúpido.
Mas que há camelos, bosta, e muito mau cheiro por ai, lá isso há.
A moda é Ota, e enquanto se fala nisso, já parece que mais nada importa neste país, entretanto a TAP (sem capital) está a fechar negocio na compra de empresa privada falida (Portugátaia), pretende-se privatizar a ANA, a APL vai fazendo edifícios como uma imobiliária.
A oposição ao governo, especialmente o PSD e CDS, andam entretidos, a pois á muito que começaram a tratar do assunto do aeroporto, só não concluíram o negocio, (dor de cotovelo?), os outros lá vão também dizendo algo, mas parece que ninguém se entende.
Uns distrai os outros, os interesses de alguns, poucos, (que será os mesmos de sempre) isso parece evidente e nada melhor que dividir para reinar. O Zé povinho, desculpem, já não se usa, a população portuguesa, não vê melhorias na sua condição de sobrevivência o custo de vida agrava-se, as condições de trabalho não melhoram, as reformas dos trabalhadores são penalizadas, e o governo anda entretido com as OTAs TGVs, aeroportos, comboios, e com a chegada da presidência da Comissão Europeia.

2007-06-06

Cuidados a ter com a tensão arterial

Evite consequências graves, controlando os níveis de colesterol e de tensão arterial
Reduz os valores da tensão arterial máxima/mínima de 120/ 80mmHg, (ter uma tensão arterial baixa não é sinónimo de doença), poderá sim, evitar riscos cardiovasculares. Existe escalas onde se referem aos valores recomendáveis, de acordo com a idade e o sexo e estado de saúde, (por exemplo diabético é diferente), Variando o seu valor no entanto poderá considerar-se que ao atingir-se valores de 140/90mmHg ou superiores, deverá consultar-se um médico, Se as pessoas mantiverem valores iguais ou inferiores a 120/80mmHg estão mais protegidas a ter um problema cardiovascular. A hipertensão é um factor de risco elevado. O colesterol, os triglicéridos e a obesidade devem ser controlados.
Apresentamos como recomendação algumas formas de manter uma tensão arterial em condições aceitáveis.
- Reduzir o tabaco, o melhor será deixar mesmo de fumar
- Reduzir o consumo de álcool, as bebidas alcoólicas deveram limitadas ao mínimo.
- Reduzir a quantidade de sal, na alimentação o sal em excesso é prejudicial á saúde.
- Reduzir o consumo de enchidos, evitando a degustação de produtos de charcutaria.
- Reduzir o stress, aumente o tempo de descontracção e tranquilidade, 30 min diários para relaxar, ouvindo música, uma boa leitura, tomar um banho de imersão.
-Controle o peso e a sua massa corporal, a obesidade é um perigo acrescido. Pese-se regularmente.
-Controle a tensão arterial com regularidade. (Faça o registo pelo menos 1 ou 2 vezes por mês para indicar ao seu médico. O controlo é essencial.
- Utilize uma alimentação cuidada, e saudável, evite refeições muito calóricas.
- Pratique exercício físico diariamente (basta uma passeio caminhada regularmente, durante cerca de 30 minutos, subir escadas ou natação é um bom exercício, na~0o se esforce em demasia.
- Não esquecer (se tiver) de tomar a medicação pontualmente e de acordo com a prescrição médica.
Proteja-se evitando os riscos de um enfarte de miocárdio (EM), um acidente cardiovascular (ACV) ou um acidente vascular cerebral (AVC)
A tensão arterial elevada, mais conhecida como hipertensão (HTA) prejudica todo o organismo em especial nas artérias que alimentam o coração, cérebro rins.
Zele pela sua saúde, pois quem melhor o pode fazer, e seja feliz.

2007-06-05

A P L

Será que hoje em dia faz sentido haver uma Administração do Porto Lisboa.
Publicaram um anúncio com uma imagem muito bonita (como quase todas de Lisboa) mas essa gravura, deverá reflectir o que estes senhores ainda pensam sobre Lisboa, onde está o cais, onde estão os inúmeros barcos, navios, traineiras, batéis, fragatas e outros usados á 100 anos. Hoje o porto de Lisboa pouco movimento tem, e comparativamente com a área de ocupação marítima muito menor de que á umas décadas, mas o território é o mesmo. Assim são donos e senhores de toda a zona ribeirinhar
Sim que é o que como se comemora, entretanto tapa-se a vista do Tejo com betão e edifícios megalómanos. E em vez de coordenarem embarcações, são empreiteiros, orientam o ferro e cimento.

Mandatário o que é?

Quem me explica, o que é um mandatário, nos sabemos o significado, mas o que isso representa numa candidatura,
Mandatário para a apresentação de lista, mandatário de juventude, mandatário da campanha, mandatário disto e daquilo.
Afinal quem se candidata, quem dá a cara, quem deverá (se é que o faz) alguma coisa é o candidato cabeça de lista (ou de cartaz) e a restante lista, ou são os mandatários.
Qual o seu papel, o de embrulho?Por mais nome e cotação que os mandatários tenham, quem explica, ou é mais uns dos mesmos, sempre á espera que caía alguma coisa, como alguém disse não á almoços de graça.
Apoiantes é uma coisa, (entende-se voluntários, que gostam da causa ou da pessoa) mandatários para quê ou qual a diferença, explique quem sabe, desculpem a ignorância do alfacinha.

Feira do livro a visitar

No sábado passado fui á feira do livro no parque Eduardo VII, era de tarde pelas 17.00H, ficando até cerca das 18.30H , pois tinha de ver o futebol ( futebol e literatura não dá um bom prato, mas enfim) mas como ia escrevendo, no sábado pela tarde era um desfilar de escritores, ou não tanto, o provincianismo era patente, onde estava um escritor de nome fazia-se filas para autógrafos, (coisa que nunca fui muito disso), e havia muitos, José Saramago, António Lídia Jorge, Lobo Antunes, José Rodrigues dos Santos, Maria Filomena Mónica, Lídia Jorge, alguns actores ( virados escritores), e tantos outros mais ou menos conhecidos, ou desconhecidos.(esse estavam sentados indiferentes á espera que o tempo passa-se.
Vim para casa e depois de jantar voltei á feira do livro, não gosto de muita confusão, depois da satisfação do resultado de Portugal, não da exibição frente à Bélgica, foi digerir o jantar visitando os stands calmamente, desfolhando este ou aquele livro, comigo, se passa algo interessante não sou eu que escolho o livro, é ele que me escolhe a mim, é como uma atracção.
Pouca gente havia, a noite estava agradável, talvez um pouco fresca, mas deu para comprar um ou outro livro, pois a tristeza que se passa não sei se os livros são caros ou o povo português ganha pouco, o que nem sempre dá para trazermos o que queremos, mas o que podemos, e ai está a combinação perfeita o que se deseja, o que se pode.
È evidente que mais livros gostava de poder comprar, (o vil metal para tudo, até para a literatura, para o conhecimento, é a vida, o livro é um luxo.
Espero ainda num dia destes, melhor numa noite calma voltar a visitar a feira, e comprar quem sabe mais um livrinho, aproveitar o livro do dia, sempre é, mais barato

2007-06-01

Tarte de Queijo fresco


Há já algum tempo que não apresento uma receita para os mais gulosos, e como hoje é fim de semana hoje aqui vai.
Ingredientes
(para uma forma redonda de 26 cm)

600 g Queijo fresco, (escorrido)
2 Ovos inteiros
2 Gemas de ovo
215 g Natas espessas
175 g Açúcar
1 pacote de Açúcar (embalagem de café)
1 colher sopa, de Farinha
Qb Baunilha (pouco, menos que o pacote de açúcar)
Qb raspa de Limão (facultativo, ao seu gosto)
Qb Sal(uma pitada)
Massa areada.
250g Farinha
125g Manteiga
5 g Sal
½ copo de Água

Modo de Preparação
Primeiro, Prepare a massa areada,(sem a trabalhar), faça uma bola e deixe repousar uma hora no frigorífico.
Depois, desfaça o queijo até o reduzir a creme, em seguida bata-o conjuntamente com as natas, quando estiver bem misturado, junte elemento a elemento, os ovos inteiros, as gemas, o açúcar misturado com uma colher de sopa de farinha, e o gosto (perfume) desejado: a baunilha, ou a raspa de limão, não esquecendo o sal.
Untar a forma com margarina, depois ponha a massa areada com cerca de 4mm de espessura, em seguida pique o fundo com um garfo.
Por fim, deite a massa de queijo, e leve ao forno em lume quente (220º) Ao fim de 20 minutos, baixe o forno para os 180º de temperatura.
Deixe cozer mais 25 minutos, depois de ter picado a superfície , afim de não deixar crescer muito. Está pronto.
Sirva morno ou frio, polvilhado com açúcar. E bom apetite


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2007-05-31

Frases ditas

Palavras leva-as o ventos, e tolos os que acreditam
Este país vive num oásis (clima propicio aos camelos), está de tanga (por causa dos apertos e calores que se apanha), encontra luz ao fim do túnel. (o do Rossio ainda não está pronto, nem isso). Prioridade á educação (onde está cada vez á mais burros ou camelos). Só se faz a OTA quando não houver listas de espera nos hospitais. (é o que se vê) Cada um falando mais verdade que outro. Inovação, (só a caminho da miséria) tecnologia, (onde ainda existe quem não tehnha os elementos basicos) TGV (terá o governo verba). Novamente OTA (Ota de otários em acreditar que outros interesses não existem) .
Frases já ditas por responsáveis deste país, lembram-se, qual será a ultima?
Temos deficite, faz-se obras faraónicas, fecha-se hospitais públicos (porque não servem) abre-se hospitais, sim os privados, somos um povo rico. (rico não, mas com grande poder de compra ou de encaixe).
Como dizia a saudosa e grande actriz Ivone Silva “que rico vinho.... ... tá tudo bêbado”.

2007-05-30

Greve geral, qual?

Uma greve geral entende-se que é para todos e de todos os sectores, não havendo consenso entre as duas principais centrais, CGTP e a UGT, não á unanimidade, não é geral. Simples
As centrais sindicais, e neste caso particular a CGTP tem de ter mais sentido de responsabilidade, e como diz o povo, ou comem todos, ou não come nenhum (isto é unidade) como quem diz, a greve é para todos os trabalhadores, sejam ou não sindicalizados.
Greve geral é uma falácia, pois será primitivo fazer greve o sector publico ou a ele ligado, em outras empresas do sector privado, em especial multinacionais, de pequena ou media dimensão tal não é possível, a verdade á que as pessoas tem medo.
Uma coisa é a vontade outra a necessidade, e com tantos problemas de trabalho a maioria não arrisca o emprego, seja bom ou mau.
Os objectivos da CGTP, não foram claros, lutar contra o desemprego fazendo greve, como é possível, se as pessoas se esforçam para manter os seus postos de trabalho, e pedem aos “santinhos”, que a desgraça, quase diariamente mostrada na TV, não lhes bata á porta.
Assim e pelas greves unilaterais, não se progride muito, hoje lá vamos ver e ouvir posições antagónicas a chamada guerra dos números (quem fez, quem não fez)
A grave para ter força tem de ser paralisante, ao criar-se os serviços mínimos, foi uma fuga á unidade dos trabalhadores, Os serviços mínimos devia-se entender como serviços de urgência nas áreas que são vitais para as pessoas, (hospitais, centros de saúde, ambulâncias) e não para o patronato seja publico ou privado, poder dizer que tudo funciona bem, (só com um bocadinho de atraso).
Vendo os noticiários, muitas das pessoas estão indiferentes ou aborrecidas porque chegam mais tarde aos empregos, outras e essa melhor compreendo é o factor de terem operações marcadas para este dia ou consultas hospitalares, e por causa da greve foi adiado com a agravante para não sei quantos (já não bastou o muito tempo de espera. Assim a greve será injusta pois penaliza a população, os trabalhadores e familiares, os que necessitam do serviço publico.
Os mais abastados e outros, vão ás clínicas privadas que não fazem greve, marcam consultas e operações para quando entendem num curto espaço de tempo, sobrando sempre o pior para a população que vai sobrevivendo com o mísero salário.
Haverá outras formas de reivindicação, de protestos, de luta, a greve será a ultima
Veremos o governo o dizer que a greve nada afectou, nós por cá tudo bem .Os sindicatos, a dizer que não senhor, foi uma greve com adesão estrondosa, e que as politicas estão todas erradas.
Quem se lixa com isto tudo é o mexilhão, somente o rei vai nu, ou será o pajem?

2007-05-29

Arvore genealógica mal fadada

Andei á procura de uma família distinta, conhecida por todos, que governa o país e o mundo,
dependendo das latitudes, das culturas, educação e formação, temos famílias:
- Cultas assentes em critérios de democracia, dever e clareza, essas não estão aqui retratadas.
- Outras, funcionando numa pseudo-democracia, ou na ditadura da incompetência , que pertence ao ramo em pesquisa agora desenvolvida.
- Ainda outras em zonas onde a ditadura pura do autoritarismo, tudo controla e não se podendo dizer mal (proibido) é muito ligada á família anterior. (padecendo dos mesmos males, mas mais agravados).
Nesta exaustiva tarefa, só comparada ás proprias familias em causa, descobrimos também algumas das alcunhas possíveis de traduzir, as outras de obsceno não informamos, pelo que as delicadas são apresentadas em "parêntesis".
Estas famílias com grau de parentesco, mais ou menos comum criaram raízes na sociedade, por vezes muito profundas, sendo difícil descobrir onde começa uma e acaba outra senão vejamos:

A Burocracia. "A Gorda". Filha da incompetência, pai é o governo, irmã da lentidão gémea do ócio, prima do atrapalha, sobrinha do papel, afilhada da corrupção, e do compadrio, amiga da cunha .

A Função Pública. " A Coxa". Filha da necessidade e do estado, irmã do imobilismo, irmã do desleixo, prima da preguiça, tia do laxismo, madrinha do desleixo, cunhada da rotina, e do formalismo.

O Governo. "O Mouco", Filho do partido e da mãe propaganda, neto do voto, irmão do clientelismo, afilhado dos lobbys, sobrinho da comunicação social, pais dos“boys”, padrinho do aparelho partidário.

O Tribunal."OPapão". Filho da burocracia, legislador o pai, irmãos da morosidade, compadres da inércia, padrastos da justiça, o vocabulário é avô, tio do processo, a inovação, prima afastada .

A justiça. "AVesga". Pais incógnitos Os juízes os tutores, os litigantes os padrinhos, os advogados os cunhados, as leis as avozinhas, o avô, é o tempo.

Impostos. " Os Glotões". Filhos de um Deus menor, os fiscais os educadores, os cobradores os compadres, governo o padrasto exigente, uns filhos outros enteados os contribuintes.

O ramo genealógico entre os principais ou entre eles é arbitrário pai ou mãe, ou filho da mãe é indiferente.


2007-05-28

A dor transformada em espectaculo

Ir a Fátima, com repórteres e televisão (não um retiro, um recolhimento) o espectáculo (realty show) está lançado, em seguida vão a Roma ver claro o Papa, depois a volta á Europa e ao mundo. Parece mais um Tour.
Pergunta-se, o negócios está lançado, a televisão encontrou espaço para sem noticias preencher os telejornais é ocupar espaço com o vazio, a noticia do nada , do faz de conta que diz, nada de nada.
Entre o desaparecimento da Madeleine, e os dias de hoje, já desapareceram só em Inglaterra, umas largas centenas de crianças,. Nada se diz, nada se escreve, em Portugal é o mesmo, será que não são filhos do mesmo Deus ? ou será que são filhos de um Deus menor, ou mesmo de um sem Deus?
Aqui e como sempre a vitima é sempre vitima, e como se costuma dizer, o mal é de quem vai, de quem sofre, os que ficam que se lixem, vão comendo e bebendo, gozando dos rendimentos. Lamenta-se a criança-vitima , lamenta-se a dor de pais, reprova-se o circo.
Já falamos sobre o tema, esperamos que situações destas não voltem a acontecer, mas se tal existir, como vai actuar a nossa policia e os nossos políticos, independentemente da nacionalidade, da fotogénia da criança, da profissão dos pais. Vão despender dezenas de GNR, PSP, PJ e outros meios conforme agora usados , veremos e cá estamos alerta para tais situações.
Todos as pessoas de bem, portugueses, ingleses, chineses, e outros não acabados em eses, como espanhóis , estão tristes e desolados com a situação, reprovam e condenam o acontecimento, mas também, (digo por mim e outros comentários que ouvi), que começamos a deixarmos o sentimento, a dor, para passar á fase da indiferença, porque já é espectáculo, com senhores do marketing a escolher os momentos, os locais e os modos.
O que era, desolação começa a roçara o vomito, a estupidez cansa, a apresentação tal um espectáculo, um sentimento de injustiça de apodera de nós pois outros houveram e portugueses, e nada disto surgiu, pelo contrário, os tempos de antena , foram poucos ou nenhuns.
Stop. Parem.