2010-11-24

Duras realidades

- É mais importante para o governo os milhões gastos em publicidade, do que para o bem-estar das pessoas e do sistema do estado

- Fala-se tanto e sempre em produtividade, mas é ver os ministros em inaugurações da caca, visitas da trampa conferências da treta. Perde-se inúmeras horas de trabalho, gasta-se milhares de euros e tudo para quê? Para o belo prazer dos políticos
Governo mantém grandes verbas para publicidade

- Governos mantêm grandes verbas para, e consultadoria a grandes escritórios de advogados em vez de se servir da prata da casa, que provavelmente é ouro, mas claro tem-se de manter os compadrios e lobbis

-No OGE verifica-se, cortes nos salários para os trabalhadores cortes para aqui e acolá, mas depois vem sempre as os regimes de Excepção” claro que as excepções será para gestores, administradores e companhia, mas muito concretamente para manter bons salários ao boys do PS e PSD.

-Hoje vi na TV como é ridículo aquele parlamento, como fazem do mesmo uma tasca, já se aposta para o cumprimento ou não de posições uma verdade e uma vergonha, A baixeza dos políticos é lamentável - Vai uma aposta- Que este governo nem estes deputados querem largar o tacho

-Não há dinheiro, não há dinheiro é no bolso do povo, veja-se o Governo continua com despesas e gastos e porquê? Pode-se apresentar os argumentos que se quiser, mas a leitura principal é só uma, Há que manter os bolsos cheios de determinada gente

- Os trabalhadores no sector privado e em especial nas PMEs não podem fazer greve, mesmo que o queiram não tem poder, e o perder um dia de trabalho pode corresponder a perder o posto de trabalho, isto é a realidade.
Quantos hoje pensaram e gostavam de fazer greve geral e não fizeram por circunstâncias da porca da vida, o resto é música para surdos

- O dizer que os trabalhadores exercem com pleno direito “ o direito á greve e o de fazerem greve, é mandar areia para os olhos de toda a população
A vontade de o fazer pode ser muito grande, a necessidade que o impede fazer é maior

-Quem acredita que os juros da divida baixam, (só determinados políticos)e sabemos quais,) pois dado que os capitalistas que nada de bom tem são como os abutres, atacam os mais fracos. Sem grandes teorias e fundamentos bastalembrar alguns provérbios:
----- Quando se está em baixo, até os cães nos ladram. - Com os lobos é pior
----- Quando te derem a vaca vem logo com a corda. - Cuidado
----- Quando o ganho é fácil, a despesa é louca - Governantes gastamoo que não é deles não é deles, quando falta o dinheiro ao bolso dos contribintes vão buscar.

- O FMI não tem soluções milagrosas, o modo de actuação é o mesmo dos banqueiros dos patrões, dos banqueiros, dos capitalistas, o dinheiro deles está sempre bem guardado e protegido e ajudam-se mutuamente. Para o cidadão comum não há nada excepto pagar a factura da desgovernação

2010-11-18

Homenagem ao " senhor do Adeus"

Uma simples homenagem de um cidadão anónimo para outro cidadão, em que tantas vezes partilhamos um gesto simples e com tanto significado.

Faleceu um cidadão de Lisboa, que depois de finado opovo lhe deu o cognome de “ O senhor do Adeus” morreu o homem, não deixem morrer o gesto.


Restelo, Saldanha, lugares onde poisava
Homem trajando simples e sempre asseado
Por vezes uma palavra amiga, sempre educado
Um adeus, um beijo um aceno nunca faltava

Não era um mendigo, um vagabundo
Antes um senhor, que fez uma opção
Com distinção, um adeus a quem passa
Cumprimenta a quem lhe estende a mão

Muitos automobilistas ao aceno buzinavam
Como agradecimento, recíproca saudação
Ficou conhecido em Lisboa onde morava
“Senhor do Adeus”, o homem que ali estava

De seu nome só agora todos sabemos
João Manuel Serra, assim se chamava
Faleceu, um bom cidadão desta Lisboa
Deixou mais triste esta vida da cidade

Adeus solitário, aceno simples de encantar
Quando passarmos pela aquela esquina
Recordamos e sentimos a falta do acenar
Diremos um adeus no meio da solidão

2010-11-14

o homem no tempo


Brincadeira de criança
Alegria de um novo
Sorriso de um velho
Vivência de um idoso

Primaveras passadas
Invernos sofridos
Outonos angustiados
Verões vividos.

Sol de Inverno que aquece
Chuva de verão que refresca
Noite gelada que entristece
Luz do dia que nos alegra

Vida preciosa e efémera
Passa o homem e o tempo
Amar o mundo e as pessoas
Há que aproveitar o momento

Certezas da Vida

No nosso mundo á ocasiões que são os fundamentais, as quais nada pode ser alterado

NASCIMENTO - Pode-se mudar a data e até a hora , mas nunca o momento.
Após o nascimento, esse fica registado
MORTE - Casos há que até se pode prever a data e a hora, mas nunca o momento, esse é sempre uma incógnita.

Ao longo dos tempos, O HOMEM, muito criou, inventou, construiu e destruiu.
Muito domina, mas não o tempo.

Existe na vida sempre dois dias que o homem nada pode fazer ou controlar:

“ ONTEM “ ( Já passou, nada mais se pode controlar )

“ AMANHÔ (Há-de vir, que sucederá?)

O certo, o momento é agora, é “HOJE” , há que acreditar e dar o nosso melhor.

Assim há que viver a vida a cada momento, lutar, gozar, e apreciar cada dia, pois o passado passou, o futuro logo se verá ou não.

Aproveitar os bons momentos
Festejar o dia como ultimo
Lutar pelo sol de amanhã
Vida, batalha nunca ganha

E o tempo tudo comanda
Pedra e ferro são corroídos
Memorias que se apagam
Sepultura, cortina descida

2010-11-06

Responsabilidade politica

Responsabilidade abstracta
Responsabilidade sem penalização
Responsabilidade politica, palavreado
Responsabilidade moral palavra bonita
O responsável torna-se irresponsável

Governantes apregoam-na frequentemente
Sendo fácil falar, debitar palavra sonante
Repetir levianamente sem convicção ou honra
Vemos o papagaio também o faz brilhantemente

Responsabilidade objectiva
Responsabilização civil e criminal assumida
Responsabilidade com deveres e obrigações
Responsabilidade implica culpas e encargos
Comportamento com mérito e sentido de dever
Raro o Homem, politica com dignidade e nobreza

Desresponsabilização é a norma oficial
Más decisões, erradas e controversas
O máximo castigo, mudança de funções
Outro lugar, nova “vidinha”, outra posição,
Sempre no activo melhor remuneração

2010-11-02

Bela Democracia

Bela Democracia
Diversificada, perversa
Corrompida por interesses
Prostituta se transformou
Democracia
Seu nome perdeu substância
Causa pública abandonada
Ideologia vai-se esfumando
A palavra perdeu o valor
Democracia
Politica substituída pelo dinheiro
A Honra deixou de ser sagrada
Pequenez é a existência do Homem
Ambição, traiçoeira é sua vontade

2010-10-08

Culpados do deficit

Palavras sonantes, promessas falhadas
Há que reinventar outro modo, outro tempo
Tudo se deve á a mediocridade instalada
Dos políticos, governantes e outros tratantes

Uma direita retrógrada, esquerda ultrapassada
É fundamental, outra gente nova mentalidade
Ideologia politica, foi substituída pela ganância
É imperiosa transparência, honradez dignidade

Mantém-se o pessimismo, á muito instalado
O cidadão vive no sacrifício desanimado
Consciente sobre o cinismo que o rodeia
Vendo o esbanjamento na governação continuar

Estrangeiro e poder económico é quem comanda
Ministro, governante subserviente tudo consente
Tira há classe média, ao rico é condescendeste
Culpados são ilibados, bandeira do deficit presente

Vivas á Republica ?

Comemorações da Republica que festa
Despesas com dinheiro que não se têm
Senhores convidados assistem sentados,
A presença do povo, nos fundos, em pé

Para os poderosos continuam os privilégios
Ex-presidentes e outros continuam a gozar
Reformas, outras regalias não dispensam
Solidariedade na acção é secundarizada

Republicanos, democratas de barriga cheia
Nos discursos e frases são exemplares
Na defesa dos mais fracos é palavreado
Olhando o passado, o presente a repensar

Comemorações da implantação da Republica
Qual o motivo presente para comemorar
Cem anos, com assassinatos, fome, miséria
Os valores de republicanos foram esquecidos

Tudo é uma charada neste Portugal de aflições
Austeridade e sacrifícios, para a classe média
Governante continua com visitas, inaugurações
Vivas á Republica, que o país está na …merda


2010-10-06

Foto do autor- C Valente - Outono


Encanto da natureza.
Outono de esperança
Inverno de angustias
Primavera de gerações
Verão de amantes

2010-10-02

Triste fado o nosso


Num tempo já tão longínquo
Surge na noite a revolução
Mudam os hábitos e vontades
Fecha-se as portas da opressão

Deslumbra-se sol da liberdade.
Flor esperança, na democracia
Ganância do homem é mais forte
Encontramos uma triste realidade

Justiça, trabalho igualdade
O tempo passa pouco muda
Volta-se á coacção disfarçada
Sem pão não existe liberdade

A democracia, que não é plena.
Mau estar, a miséria ainda reina
Desemprego, fome, desigualdade
Idosos, reformados desamparados

Regalias, despesas de estado são regabofe
Não falta, flores, carros, luxos e banquetes
Os reformados e trabalhadores são sugados
Com impostos e necessidades quotidianas

A governação incompetente é prostituição
Privilegiando a alta finança desregrada
Cheios de retórica, ao cidadão retiram
Conciliação do orçamento é fantochada