Faleceu um cidadão de Lisboa, que depois de finado opovo lhe deu o cognome de “ O senhor do Adeus” morreu o homem, não deixem morrer o gesto.
Restelo, Saldanha, lugares onde poisava
Homem trajando simples e sempre asseado
Por vezes uma palavra amiga, sempre educado
Um adeus, um beijo um aceno nunca faltava
Não era um mendigo, um vagabundo
Antes um senhor, que fez uma opção
Com distinção, um adeus a quem passa
Cumprimenta a quem lhe estende a mão
Muitos automobilistas ao aceno buzinavam
Como agradecimento, recíproca saudação
Ficou conhecido em Lisboa onde morava
“Senhor do Adeus”, o homem que ali estava
De seu nome só agora todos sabemos
João Manuel Serra, assim se chamava
Faleceu, um bom cidadão desta Lisboa
Deixou mais triste esta vida da cidade
Adeus solitário, aceno simples de encantar
Quando passarmos pela aquela esquina
Recordamos e sentimos a falta do acenar
Diremos um adeus no meio da solidão