2010-08-30

Artista / Criador I


Esculpindo a pedra rochosa,
Lágrimas caem pelo rosto.
Mãos afagam corpo dorido,
Sonho conquista vontades.

Beleza se vai transformando,
Tronco de madeira carcomida,
Imagem floresce em cor viva.
Linhas reflectem o caminho.

Cinzel, deixa vincadas marcas,
Rasgos esquartejados lamentos.
Ruídos cortados por silêncios.
Formas grotescas se transformam,

Imaginação na escolha é consentida,
Absorvendo amor, ódio, indiferença.
Respirando pó, tristezas e alegrias.
Solidão acompanha seu traçado.

2010-08-23

Mundo conspurcado

Foto do autor- C Valente - Janela enjaulada


Perdeu-se a importância de ser honesto
A frontalidade competência, desempenho
Só falas mansas, incompetência disfarçada
Fantoches emproados em lugares cimeiros

No mundo existe grandes contrastes
A ostentação do riquismo existente
Uma envergonhada pobreza paira
A miséria visível nas ruas acontece

Falências, fraude, golpada em catadupa
Lobos disfarçados seguem o caminho
Inevitavelmente ganham, nada perdem
Famílias choram, triste o seu destino

Analisando sobre cada fase da vida
Embuste de personagens carregados
Enigmas sobre retratos humanos
Todos com o mesmo destino final

Qual Justiça, deveras injustiçada
Leis aberrantes são promulgadas
Homens de leis mal preparados
Injustiças diárias são praticadas

Valores do passado despojados,
No presente, quais são afinal !
Louco mundo para onde corres
Governantes, parem para pensar

Qual Justiça, deveras injustiçada
Leis aberrantes são promulgadas
Homens de leis mal preparados
Injustiças diárias são praticadas

2010-08-13

Sono e sonho

Quadro e foto do autor- C Valente - Castelos no ar

Insólito este mundo
Preenchendo lacunas
Horas infindáveis
Imagens ternurentas
Diferentes sons
Estrelas mais brilhantes
Vendedor de balões
Cores deslumbrantes
Delicias e sabores,
Aventuras intermináveis
Viver mil e umas peripécias
Pedaços de ternura
Em tons de comédia
Arrepios sufocantes
Saltando a barreira
Desafiando o real
Prisão de silêncios
Desmesuradas vivências
Sinais codificados
Mergulho no encanto
Segredos contidos,
Ilusão de maravilhas
Concebida para agradar
Símbolos perdidos,
Imagens abrangentes
Espaço intemporal
O tempo passa
Sono e sonho fundem-se
Noite de desassossego
Um raio de sol
A manhã começa
Nova luta, novo dia

2010-08-11

Voltei ao México






















Fotos do autor - C Valente Riviera Maya - Mexico


















Praia , piscina, um pouco de cultura e animação………… descanso
Desta feita não fui para Cancun, mas para a Riviera Maya
Banhada pelas águas do Mar do Caribe, faz parte do no estado de Quintana Roo, na região da Península de Yucatan. Com um clima tropical, com muito calor, e uma chuvadas de lnge a longe , felizmente durante a estadia só durante a noite, e um dia, cerca de 20 minutos, com calor até sabe bem , depois passa, na ocasião estava na pisina e ai me deixar estar ( para não me molhar) com um bom hotel para tipo Resort TI, escondido na floresta, com diversas opções diversão e descanso, onde a maioria dos hotéis tem excelentes piscinas e jacuzzi. Praias de areia branca, onde se pode tomar muitos banhos de sol e praticar muitos tipos de desportos aquáticos como espectaculares zonas de corais e muitos e variados peixes
Durante a estadia, é imperivel visitar Xcaret, parque temático onde se pode além de observar exemplos da flora e fauna local, tive oportunidade de deslizar pelo seu rio subterrâneo, sendo uma experiência fantastica, depois ir nadar com golfinhos, depois de andar a passear e observar o brobletário, aquàrio, e outros pontos de interesse . Ao final da tarde foi ver um rodeo mexicano e antes de regresso ao Hotel tivemos um belo espectaculo com musica, danças, com trajos tipicos, foclore de diversas zonas do México, bonitas canções, apresentação com animais jogo tipico da bola e cavalos.
Praias com água límpida, mas com um pequeno defeito, nem tudo pode ser maravilhas, muitas pedras á beira mar, o que torna um pouco aborrecido a entrada no mar, apesar de termos apanhado águas trépidas tal era a temperatura, mas quem não quiser o mar tem sempre a opção das múltiplas piscinas existentes ou quem não queira estar na praia ou piscina á sempre uma sombra debaixo doo coqueiro, (que era o meu caso, com um bom livro)
Sem querer e quando cheguei vinha todo “empelado”, pois nunca me aconteceu, apesar de estar sempre á sombra na espreguiçadeira o próprio ar quente fez o trabalho.
Também dei um salto ás ruínas de Tulum, onde vimos uma antiga cidade Maia onde existiu também um porto comercial, e um recanto de praia. As ruínas de Chiches Itza , já tinha visitado, e a distancia o tempo e calor, não compensa.
Assim aqui vos deixo algumas das imagens, por mim recolhidas como um cheirinhos do que é bom.





























2010-08-02

Vidas amargas

Foto do autor - C Valente - Portas fechadas



Solta a voz interior do frágil corpo
Caravana passa ao latido do cão
Grito de dor na rua abandonada
Gargalhada de fantoche infortúnio,

Terra desbravada em mãos calejadas
Garganta sufocada em costas curvadas
Semente ao vento na terra é lançada
Nuvens no horizonte, céu de tempestade

Liberta as amarras do porto de abrigo
Velas desfraldadas, vento enraivecido.
Necessidades não conhecem perigos
Mulher e filhos rezam pelo seu destino

Operário, escriturário, marinheiro, cavador
Trabalhador na labuta anónima honrada
Condutor olha a estrada sem a paisagem
Empreitadas amargas por mísero salário,

Águas lamacentas num pantanal negro
Gente astuciosa engravatada enriquece
Areias movediças se movem em silêncio
Pudor, Integridade de carácter desvanece


2010-07-22

Momento vivido

Foto do autor . C Valente : Anoitecer


No auge do silêncio surge
A inevitabilidade do pensamento
Numa tempo límpido das ideias
Diferentes, sensibilidades se misturam
Parceria entre a angustia e o bem-estar
Abertas as portas ao sol e á escuridão
Na comunicação do seu interior
Uma abertura á fortaleza esquecida

Pedra sobre pedra, palavra sobre palavra
Imagens num espírito irrequieto
Desejos, memorias, perdas, obsessões
Todos os caminhos diferentes destinos
Regresso ao passado, um salto ao futuro
Momentos de inocência intensivos
Terrores provocantes, viagens fantásticas
Relações entre espírito conturbado

Pensamento recheado de episódios
Narrativa inconstante, fantasias loucas
Numa fase de espírito irrequieto
Suster a respiração o lugar e o tempo
Num jogo em que o fim é imprevisível
Perspicaz, vasculha viagem ancestral
Partindo em direcção ao deserto
déjà vu” da vida, o homem faz uma pausa.


2010-05-27

Para onde vamos

Durante longos anos, muita ostentação
A crise económica agrava-se neste país
Compra-se submarinos fazem-se estradas
Dizem que não á dinheiro, só caldeiradas

Querem ponte, aeroporto alta velocidade
Não há dinheiro, para reformas e salários
Corta-se na saúde, educação e muito mais
Mas a assembleia pode ter gastos adicionais

Medidas de austeridade são impostas
Aos que vivem do seu magro salário
Aos pensionistas, idosos, reformados
Os que não tem voz, nem são salafrários

Exige-se sacrifícios ao povo trabalhador
Políticos fazem vidas de luxo e estadão
Já não há verdade que seja respeitada
Contradições constantes desavergonhada

Reputados republicanos perderam o fogo
Justiça, fraternidade é mero horizonte
Socialismo em cinzas se vai esfumando
O polvo com seus tentáculos não se compadece








2010-05-26

A onde chegámos !


Politico de gravata e cravo na lapela
Só palavreado de cabula gravada
É tempos de todos dizermos basta
À podridão que varre este país

A realidade com que nos deparamos
Não corresponde ao discurso elaborado
Frases bonitas quantas encapotadas
De cinismo, mentiras e muita falsidade

Vendilhões vêm á praça sem pudor
Arautos da verdade e da sapiência
Arrastam a nação para o descalabro
Responsáveis da situação que vivemos

Como estamos, ao ponto que chegamos
Políticos, e banqueiros são os culpados
Quem paga a factura é sempre o mesmo
O cidadão comum, um eterno explorado

2010-04-14

Passadeiras, passo, não passo

Uma passadeira uma zebra, uma barreira atravessamos a rua sobre esses preciosos rectângulos uns vivos outros quase apagados pelo tempo e pela incúria dos responsáveis
Essa barreira que dá pelo nome de passagem de peões, permite:
Atravessar a rua sem olhar, agarrado/a ao telemóvel, não se olha nem para um lado nem para o outro. Carro que vier perto ou longe que pare. Lá vem um jovem com os “fones, Ipod” nos ouvido, nem liga passa e pronto, e aquelas pessoas que ao ir na passadeira, julgam que estão na passadeira vermelha, devagar, devagarinho, os outros, entenda-se automobilistas que apreciem os movimentos lentos e de desprezo pelo próximo, estão na sua passadeira. Atravessar a rua ou avenida sem que um momento se perca, depois podemos parar, olhar, enfim temos todo o tempo que seja necessário, a atravessar a passadeira, é que não podemos esperar.
Olhar, perde uns segundos se for necessário, no fundo ser educado, isso não
Sabemos que há muitos automobilistas descuidados, com falta de civismo, mas aqui neste ponto automobilista e peão que diferença de educação quantas vezes, nenhuma.
Educação, formação de civismo, será por certo igual, pois a educação de um povo tento se revela em quem anda a pé como quem anda em veículos motorizados, e encontramos de tudo.
Não podemos encontrar só um mau da fita, o condutor. Mas basta andarmos por ai, quer de carro, quer a pé e observar a falta de cultura de ambas as partes, uma tristeza.
Ultimamente vê-se mais cuidado por parte do automobilista, será pelas multas por ser sempre considerado o culpado, o mesmo não se pode dizer dos peões e atravessa sem mais nem menos, por detrás de carros parados, sem olhar minimamente, vai ao telemóvel, baixa a cabeça e avança.
Ora se á multas para os condutores, porque não há-de haver para os peões, de igual modo e valor, se o primeiro põem em risco de vida o segundo, também não é menos verdade que o segundo também, e muitas das vezes contribui para acidentes graves.
Há tempos foi a Londres e me admirei, que em ruas que tinham semáforos mesmo não passando carros, as pessoas não atravessavam nas passadeiras sem que isso lhes fosse permitido pelo sinal, aqui passa-se e ponto final,
Antes de atravessar uma rua olhavam, paravam e só quando o trânsito o permitia avançavam, não era de qualquer maneira, eu passo os outros que esperem, o torna por vezes situações de um trânsito caótico.
Façam leis justas, mas principalmente, apelem ás pessoas um pouco de mais bom senso, de educação, de formação, e isto no seio das famílias e das escolas, e a penalizar, que seja todos de forma equitativa
Amigos/as, lembrem-se peões = condutores, num momento podemos estar num ou noutro lado da barricada. Eu costumo dizer e avisar, que me importa ter razão se as dores forem minhas, por isso cuidado é pois então no caso dos peões tenho visto muito mais má educação por parte dos peões, nestes de certeza que as dores físicas são maiores do que dos condutores.
A passadeira para peões, será uma passerelle, uma passagem subterrânea, uma arma de arremesso entre peões e automobilistas, ou será uma zona onde se revelam a falta de educação e civismo,
Não esquecer ao passar na passadeira olhe para ambos os lados, aguarde se for o caso, e lembre-se pode ter razão, mas as dores ninguém lhas tira.

2010-04-10

Provérbios e outras verdades

- Não ensinar ao filho a trabalhar é como ensinar-lhe a é a roubar - Provérbio Italiano

- Há três coisas que jamais voltam: a flecha lançada , a palavra dita, e a oportunidade perdida. - Prov. Tibetano

- A beleza pode abrir portas, mas somente a virtude entra - Prov. Inglês

Se você quer que as pessoas pensem que você é muito inteligente, simplesmente concorde com elas. - Prov. Judaico

- Se errar é humano. Colocar a culpa em alguém, então, nem se fala.

Se fores paciente em um momento de raiva, escaparás a cem dias de tristeza

Seja leal para consigo mesmo, não altere o seu comportamento apenas para contentar os outros - Yogaswami

Mais vale não contrariar um déspota do que contradizer um cão.

Como é mais perigoso enfrentar um cobarde silencioso no trabalho, que um touro na praça.