2009-02-20

Sono ?

Sonhos errantes sobrenaturais
Na transmutação do ser
Num êxtase dimensional
Um homem a levitar
Viagem entre o céu e a terra
Numa celebração de um ritual
Despertar o espírito da preservação
Utopia que revela a essência do homem
Entre o espaço o tempo e a memoria
As voltas e reviravoltas estão entrelaçadas
A realidade ou a ficção se fundem
Dificuldade de encontrar caminhos
Num longo percurso a explorar
Sem interferir com os acontecimentos
As imagens percorrem o imaginário
Movimentos que desafiam a lógica,
Surge uma explosão de luz
Cores e formas psicadélicas,
Elementos geométricos diferentes,
A memória persiste em recordar
Poemas feito de metáforas
Na aventura do surrealismo
No poder da imaginação
Aprender a improvisar
No sono tudo é possível

2009-02-14

Perguntar não ofende

Perguntar não ofende
Vou começar com um tipo de crónica que se baseia em que periodicamente será feitas perguntas, mesmo que não obtenha resposta, sendo esta semana dedicada á crise em que se vive.

Perguntar não ofende, o destinatário é que poderá ficar melindrado, ou será como diz o povo, «quem não deve não teme», portanto responda quem quiser.

- Para combater a crise em vez de despedimentos as empresas deveriam baixar as margens de lucro líquido, não falo em lucro bruto? continuando a produzir vendendo mais?.
Não seria melhor para as empresas e para o país ?.


- Empresas que no anos 2006 / 2007, e anteriores, tiveram elevados lucros, como é que não tem dinheiro para suster a crise ao fim de alguns meses? .
Não deveriam ser obrigados a ter um fundo de segurança?

- Administradores de bancos e outras empresas do estado que nos anos 2006 / 2007 receberam prémios, bónus, comparticipação de lucros, o que se queira chamar, e se verificou da sua falsidade não são obrigados a devolver o dinheiro?,
Será um caso de polícia por vigarice?

- Se o PM está inocente porque será que não apresenta documentos que o provem incluindo a forma de rendimentos e seus bens?.

- Porque será que existem pessoas que tem inúmeros empregos, cargos ou será tachos. Veja-se esta noticia do correio da manhã de á dias "Amiga de Oliveira e Costa acumula 73 cargos
As pessoas da confiança pessoal de José Oliveira e Costa, ex-líder do BPN e da Sociedade Lusa de Valores (SLN), acumulavam cargos em inúmeras empresas do Grupo BPN/SLN. Em 2005, por exemplo, Isabel Ferreira tinha funções em 73 firmas e Cristina Branco era membro da Assembleia geral de 53 sociedades."
Quando existe tanto desemprego como isto é possível, porque será que o governo não regula estas situações?.

2009-02-11

10 Verdades intemporais

- É possível ser jovem sem ter dinheiro, mas não se pode ser velho sem ele. - (Tenessee Williams)

- Se não sabes o que queres, vais acabar por ter imensas coisas que não queres. - (Chuck Palahniuk)

- Não ouças aqueles que passam a vida a chorar e a lamentar-se , porque a doença é contagiosa. -(OG Mandino)

- O lobo talvez mude a pele, mas nunca a alma. - (Erasmo de Roterdão)

- Não acuse a natureza, ela fez a parte que lhe cabia, Agora, faça a sua. - (John Milton)

- No mundo há riqueza suficiente para satisfazer as necessidades de todos, mas não para alimentar a ganância de cada um. (Gandhi)

- Enquanto o poço não seca, não sabemos dar valor á água. -(Thomas Fuller)

- Todas as guerras são ganhas pelos generais e perdidas pelos soldados. - (Drummond de Andrade)

- Não há solidão mais triste do que um homem sem amigos. Sem eles o mundo é um deserto. - (Francis Bacon)

- Estar em paz consigo próprio é o princípio certo para estar em paz com os outros. - (Frei Luís de Leão)

2009-02-05

Segundo Aniversário

Foto do autor - C Valente . Um bolo simples

Este espaço está a comemorar o segundo ano de existência, o meu e vosso blog
A todos quantos nos tem visitado, agraciado com as suas palavras, carinho, apoio e compreensão, o meu muito obrigado.
Não posso deixar também de agradecer o prazer que tenho encontrado nos vossos blogs, por onde tenho navegado encontrando cultura, informação, e lazer. Nas imagens encontradas, nos cartoons, nas palavras, nos poemas.
A todos o meu bem hajam.

2009-02-01

Muita parra pouca uva, marca Freeport

Freeport será mais um caso politico que judicial ou quem acredita neste folhetim.

O que se passa neste país é uma telenovela triste, dramática em que não se pode confiar em ninguém, o caso Freeport é um caso típico do que se passa por cá, veja-se os comunicados, as explicações o diz que diz, uns a porem o rabinho de fora, outros a porem o rabinho a jeito, para agradar a alguém.

O Ministério Publico, dá justificações, o PM , o tio J. Monteiro, o ministro, cão o gato e o periquito, dá justificações, os comentaristas, jornalistas e outros entendidos botam discurso, e dão palpites. A verdade é que o cidadão comum e consciente (não aquele que a cor partidária embacia a mente) não entende a não ser que, “onde á fumo á fogo” e isto já dizia a minha avozinha, e o caso Freeport já cheira mal, como cheira em determinadas tardes de verão quando se passa pelas aquelas paragens.
Conforme a época, o personagem o motivo, agitam-se as águas, rios de tinta que turvam, mas como já dizia o outro, “o povo é sereno”, pois passando a tempestade fica tudo em nada, ou o culpado, é capaz de ser o ajudante de trolha que andou a trabalhar na obra.

Quem vive neste país, (o que se passa nos outros não sei nem me interessaden um modo geral,) sabe que muitas das vezes para se ter qualquer coisa limpa (ou então muito pouco limpa, e ai em especial depende e pesa o preço) tem de modo geral de pagar favores.
Ter padrinhos, familiares, conhecimentos, para aos poderosos será compadrio, ou mais fino será dizer lobbeis, para andar os assuntos, processos, licenças, etc pois irá haver os tais pagamentos de luvas, comissões, bónus, patrocínios, o que queiram chamar.
Na politica pode-se não ganhar muito, não ser bem pago “há há há, mas o empurrãozinho daqui e entre portas e travessas o crime compensa, pois corre e sempre correu á boca cheia, que o pântano é muito grande, sejam eles, ou seus familiares pois estamos convictos de que sempre ouve, e acontece como o peixe que por vezes é apanhado na redes, mas na maioria dos casos como o mar é tão grande escapam. A corrupção sempre existiu, existe e existirá, se a prostituição é a profissão mais antiga do mundo, a corrupção sempre a acompanhou.

O político, o autarca, aqueles cujo local se encontram em posição privilegiada de decisão, nem que seja a mais simples, sem “molho”, o processo não rola, quem não favoreceu um familiar, um amigo, enfim cunha a funcionar que atire a primeira pedra.

Estamos num jardim do faz de conta á beira-mar plantado, que se encheu de ervas daninhas, de forma rápida e devoradora, a quando do colher dos cravos. Estavam estes a germinar com suor e sangue, tendo muitos ficado pelo caminho, em terra batida, enquanto a erva daninha existente sugava de vagar de vagarinho, tinha tempo para devorar, mas os cravos a lá iam nascendo, florescendo, hoje talvez por estes serem cortados tão rápido e distribuídos sem selecção sem qualidade, sem quem os merecesse, as ervas daninhas tudo dominam feroz e rapidamente, como os vermes que podem ser substituídos rapidamente e há que aproveitarem, Este jardim é que continua e ter poucos a olharem para ele, e muitos a aproveitarem-se como peudo-jardineiros sem jeito, que muito falam e pouco produzem, e em vez de executarem uma boa poda, cortam só para o lado que lhes convêm, e o sol não é para todos.
O guarda do jardim sorri e olha para o lado, segue o caminho previamente trilhado, não quer pisar a relva, pretende manter o seu lugarzinho, e não sujar as mãos.
Freeport estava numa zona protegida? Estava ou não estava? as alterações a existirem foi para o bem comum ou para beneficiar uns poucos?
Isto é um caso político não é um caso judicial, pois na base das leis nada se irá provar.

O cidadão comum já não sabe em quem acreditar as confusões são muitas, ganham contornos de novela ou filme de classe B, e já não sabemos quem são os maus da fita e quem é a vitima.,
Mas a série vai continuar, e quanto mais se mexe na porcaria mais ela cheira mal, e deixa-nos a todos confusos

Entre os políticos aqueles que estão verdadeiramente inocentes que atirem a primeira pedra. (A maioria deles fazem bem, não comenta).

Eu como português, já só peço á justiça, que faça o seu trabalho em silencio e cumpra o seu dever, apresente os resultados o mais rápido possível, Condene, se for o caso quem tenha de condenar. Aos jornais e televisões que sejam mais comedidos, que façam um verdadeiro jornalismo de investigação, antes de publicar confirmem. Aos políticos em especial ao PM, que não se façam de vítima, nem venham com a velha máxima de cabala e perseguição. Por favos ponham um fim a tudo isto rapidamente, pois o país só tem a ganhar já que existe tantos problemas graves por resolver

2009-01-29

Quem quer trabalhar honestamente

Crise só se ouve falar na crise, desemprego, falta de produção, retracção dos consumidores, Que está tudo ou quase tudo em saldos enfim todo uma situação negativa, mas há situações que nos fazem pensar.
Pretendo fazer umas obras em casa, colocar soalho flutuante, pinturas interiores da casa e exterior do prédio, enfim umas remodelações numa vivenda, que julgo necessário e que gostaria de realizar.
Acontece que contactei três pessoas para orçamentarem com um simples caderno de encargos onde especifico o pretendido, lembramo nos que estamos em crise, falta de trabalho. Um depois de algumas tentativas com promessas de apresentar cotação nunca apareceu, outros dois dão valores que julgo e com os alguns conhecimentos que tenho nesta área, serem valores demasiado elevados.
Tenho andado a evitar contactar alguém que desconheço ou que não tenha referencia de alguém conhecido, pois á uns anos a quando da construção da moradia tive problemas com o empreiteiro, levou o dinheiro e deixou grande parte da obra por realizar, não contando com os custos, outras situações e problemas me afectaram e por isso hoje ainda sinto esse trauma.
Não pretendo recorrer ás paginas amarelas (passo a publicidade) pretendo ter o mínimo de referencias e profissionalismo da empresa ou do empreiteiro, tanto na honestidade como na execução do serviço, e isso é que me tem deixado preocupado,
Por vezes faz-nos lembrar aquela situação, “ se a pessoa quer um emprego ou um trabalho,
Se á crise é porque a procura é menor que oferta, certo?
Se a procura é menor, para escoar os produtos, baixam-se os preços (e isso verifica-se por exemplo nas grandes lojas de matérias de construção)
Para evitar o desemprego, despede-se pessoal ou congela-se salários
Na possibilidade de haver correcção de salários, será na ordem da inflação
Se o custo de materiais é menor o preço e mão-de-obra não aumenta
O preço final deverá reflectir essa situação. Se tal não acontece, supõe-se que os pressupostos anteriores não são verdadeiros e tem muito trabalho, ou o vendedor-empreiteiro, não se incomoda pelo facto de não ter pessoal directamente ao seu serviço, (o que muitas fezes acontece, ser tipo sub-empreitadas) e portanto despesas reduzidas e tentar obter maior lucro.
O que nos leva a perguntar, onde encontrar empresas, que se possa trabalhar com justeza nos preços, com pessoal qualificado, efectuar o serviço em condições, e com segurança pois continuamos a residir na moradia com os seus haver, e não vamos andar a todo o momento a fiscalizar quem quer que seja.
Com esta situação leva-me a concluir, que trabalho existe, quem o queira trabalhar é outra coisa, e executar ou cobrar o valor justo ainda é outra.
Com isto deixa-nos em dúvidas, do que estará errado em tudo isto, será eu que estou a analisar mal a questão, ou será que não procurei devidamente, ou será mesmo que neste ramo é muito difícil encontrar quem afinal quer trabalhar honestamente.

2009-01-27

Tristeza não tem fim

Um dos males dos dias de hoje, é o stress, crise depressão, poderá ser tecnicamente situações distintas, mas que se confundem, motivado pelo trabalho, preocupações agitação social, muitos factores contribuem para esse estado, pois poderia pensar-se que era só devido a pessoas em actividade laboral, mas não é verdade, os pós trabalhadores, reformados, aposentados também o sentem os sintomas, uma inquietude que nos atormenta e são razões de crise
Os sintomas são muitos e variados e depende até do modo de vida de cada um, mas podemos associar alguns como seja dores de cabeça sem motivo aparente, estado de irritação, nervoso, mau humor, estado de agitação constante ou ansiedade, esquecimentos, choros ou tristeza profunda, sistema cardíaco descontrolado, são alguns dos alertas possíveis, outros existem. Mas atenção diminuir os efeitos é possível, atenuando com métodos como:
Acordar cedo, não se deixar ficar na cama, mesmo que o vale de lençóis esteja quentinho a apetecer, tomar um banho quente e relaxante, fazer a sua higiene vestir-se como se como se fosse um dia importante, comer o pequeno-almoço e sair.
Vá até ao café mais próximo, tome um café e elabore um programa para esse dia.
- É reformado, programe o dia com uma actividade que lhe dê prazer, sem obrigações ou compromissos, execute algo que não obrigue a grandes introspecções, deixe o tempo correr naturalmente, e não exija demasiado de si ou dos outros.
Um reformado não é um inútil da sociedade, já produziu em prol dessa mesma sociedade contribuiu com o seu esforço, e pode continuar a contribuir se assim o entender, e existe tantas actividades possíveis, desde voluntariado, a tempos ocupacionais, mas a sua vocação não é para conviver como outros que não conhece, e nesse estado de stress pode não ser o mais benéfico.
Tenha pensamentos positivos, mas a depressão não o deixa, então o melhor sistema será encontrar uma ocupação por exemplo em casa, sozinho, fazendo bricolage, em pequenas reparações, dedicar-se a desenhar á pintura, á escultura, ou mesmo a leitura, mas qualquer coisa ligeira nada que nos leve a grandes pensamentos, e evitar ler os jornais, pois só trazem assuntos sobre a crise, desemprego, crime e tanta desgraça e isso não ajuda a moral. Mas lembre-se qualquer coisa que nos mantenha ocupados, aquilo para que pensa que tem habilidade, pois não importa, que a qualidade artista não seja a melhor, temos sempre um caminho do o cesto de lixo. É uma terapia, que pode resultar, pois o principal objectivo é manter a cabeça livre, suavizando os nossos conflitos interno, pois muitas das vezes não passa disso.
Por vezes mudar de rotina é uma boa solução, viajar é boa ideia, mas a crise económica que afecta todos nós também nos impede desses luxos, mas podemos ir dar uma pequena volta económica.
Sabemos que muitas das vezes as palavras de outros, mesmo com a melhor das intenções os seus conselhos, a insistência perante quem se encontra em crise, nem sempre é a melhor solução, devemos dar espaço a quem tem problemas, dar apoio quanto basta, acompanhar, mas não prender ou que o outro não se sinta mais sufocado.
Uma palavra amiga é óptimo é uma aspirina que nos faz bem mas deve em dose moderada e de acordo com o paciente.
Nesta postagem, não se pretende dar conselhos, mas sim umas dicas daquele que já viveu e vive situações destas, pois estas crises são como as enxaquecas que vão e voltam, por vezes o próprio não entende nem sabe bem porquê, portanto o importante é saber viver o melhor possível com a situação, evitar magoar os familiares, os amigos, e tentar sorrir, é criar auto-estima, e não se deixar afundar.
Amigos, estas crises surgem, como uma outra doença, uma dor de cabeça, por exemplo neste momento ando com problema de uma tendinite, o importante é que tem de ser o próprio que deverá assumir o controlo, ir ao médico a um especialista quando verifica que isso se justifica, não se deixar dominar e tomar o melhor caminho, e tentar viver a vida o melhor possível, e lembre-se, não está só, e busque a felicidade que tem está ao seu alcance, não o impossível, (outros estão piores).

E lembre-se a vida é bela, nós é que damos cabo dela

Nota:
Se estamos a trabalhar, teremos de fazer um esforço suplementar, e sorrir. Tentar executar as actividades que lhe dão maior prazer, intervalando com as partes chatas de mais um dia de trabalho. Lembre-se que por mais que se programe nem sempre as coisas correm como querem, há sempre imprevistos e devemos encarar como algo natural, principalmente não se irrite, e lembre-se sempre há quem esteja em pior situação que nós, nesta crise que todos atravessam. (não é consolador), mas somente para nos poder sentir satisfeitos com o que temos.

Felicidade

Tristeza não tem fim
Felicidade sim
A felicidade é como a gota
De orvalho numa pétala de flor
Brilha tranquila
Depois de leve oscila
E cai como uma lágrima de amor
A felicidade do pobre parece
A grande ilusão do Carnaval
A gente trabalha o ano inteiro
Por um momento de sonho
Pra fazer a fantasia
De rei ou de pirata ou jardineira
e tudo se acabar na quarta feira
Tristeza não tem fim
Felicidade sim
A felicidade é como a pluma
Que o vento vai levando pelo ar
Voa tão leve
Mas tem a vida breve
Precisa que haja vento sem parar
A minha felicidade está sonhando
Nos olhos da minha namorada
É como esta noite
Passando, passando
Em busca da madrugada
Falem baixo, por favor
Prá que ela acorde alegre como o dia
Oferecendo beijos de amor
Tristeza não tem fim
Felicidade sim

Tom Jobim
Composição: António Carlos Jobim e Vinícius de Morais

2009-01-25

Lutar pela auto-estima

Stress, depressão, crise, doença, estado físico e mental não é o melhor, sentido de inutilidade, deprimido, insegurança angustia, tantos sentidos ou sentimentos juntos eu por vezes não os sabemos distinguir, será uma doença. Um vírus da sociedade moderna.
O stress pode advir do excesso de trabalho, de preocupações de mudança de modo de vida, ou até mesmo da inactividade profissional, para uns um alívio, para outros nem tanto.
Há dias bons e outros menos bons é certo, conforme é o tempo também as pessoas, não só no sentido físico, como psicológico ou mental.
Todos nós temos crises, altos e baixos, mas o principal é sabermos conviver com essas situações, como se vive com o tempo, seja chuva, seja vento ou frio, com sol limpo com umas poucas nuvens, brancas como neve, que nos dá para contemplar, e descobrir figuras, de acordo com a imaginação de cada um, um cavalo que galopa, um homem correndo, uma ave gigante, num quadro de família, imagens simples ou fantasmagóricas, sempre em movimento como a vida que logo sofre mutações, ora se descortina nuvens negras que cobrem o sol e nos deixa tristes que tingem os céus de cor única e cinzenta.
Pode-se estar de rastos mas não vencido, é evidente que esses momentos doem, como setas que nos trespassa o corpo, feridas que parecem não quer cerar, mas á que lutar não desistir utilizando formas e engenho. Pode durar um pouco mais como os tempos de invernia em que o sol tarda em aparecer, mas não desanimamos, com a esperança que o sol virá, isso é certo.
Sabemos que dependendo dos sintomas ou situações, de avaliação de cada caso, poder-se-á que ter de recorrer á medicina, aos médicos é á medicação por eles prescrita., ou simplesmente á auto-confiança, mas aqui não se pretende, indicar um caminho, mas mais uma experiência talvez.
Sabemos que á muitas formas de reagir, quando estamos deprimidos pois depende de cada um, não somos todos iguais nem os momentos como os motivos são sempre os mesmos.
Há os vencidos, que se deixam arrastar pela dor e desanimam, desistem, até se agravar a situação que poderá levar ao suicídio, aqui será melhor levar as pessoas a um especialista e se tratar.
Os passivos que recorrem aos psicóticos, consultas médicas enfrascando-se em remédio se viver em constante angústia
Os que não se deixam abater, caiem, levantam-se, mesmo que devagar por eles próprios não se deixam vencer. Utilizando os métodos racionais e que julga necessário, criando uma auto-estima imprescindível, ao seu bem estar.
Para isso, sabemos quão importante é a solidariedade da família, dos amigos, dos apoios mesmo daqueles que não estão presentes, mas sabem enviar as suas mensagens de apoio e confiança, e não devemos desiludir os amigos.
Quando nos sentimos em baixo, há quem se isole um pouco, será uma protecção afim de não incomodar os outros até com o seu humor, isso também nos faz sentir bem, livres para só fazermos o que nos apetece, sem grandes compromissos de escritas, mesmo de não ir cumprimentar os amigos, eles entendem.
Uma outra situação, tentando envolver-se em trabalhos de bricolage, por vezes simples mas que nos absorvam, que nos dê tempo para limparmos as teias de aranha que nos incomoda e absorve. As crises vão e vem, nada é eterno, nem a alegria a felicidade, a desgraça ou a dor, tudo tem o seu tempo, e dado termos de viver assim pois é assim a VIDA com coisas boas e más, é preciso é coragem para ultrapassar o que não está bem, e gozar os momentos de felicidade quando surgem.

Na vida tudo passa, Só a morte com tudo acaba.
Os maus momentos servem para melhor apreciarmos os bons momentos

Tenho vindo muitas vezes ler as mensagens dos amigos e amigas que agradeço, não tenho correspondido, mas eles entende, por vezes passo a ler rápido os seus artigos mas não comento, desculpem é como estivesse num recolhimento de silêncio. A todos o meu obrigado.

2009-01-16

Semana em branco

Mais uma semana está a acabar, infelizmente, pois foi uma daquelas semanas terríveis, aborrecidas enfadonhas, dizemos a semana, mas esta nada tem haver, a não ser o estado do tempo e isso também contamina o estado da alma e da disposição. È verdade esta semana foi daquelas que não me apetecia fazer nada, não tinha inspiração para nada, uma ausência completa de discernimentos correctos. Esta coisa de ser reformado tem estes reveses, opiniões para ocupar o tempo nisto ou naquilo, temos muitas, soluções nenhumas, pois se é verdade que devemos ocupar o nosso tempo com diversas actividades também é verdade que essas actividades nos devem dar prazer. Não só obrigações, essas tivemos durante mais de 42 anos, obrigações laborais entenda-se.
A questão é mesmo essa, foi durante anos técnico de equipamentos electromecânicos, desempenhando neste últimos a função de supervisor técnico de produção, na área de bombeamento de água sobre pressão, criando, projectando centrais de abastecimento de água sobre pressão a edifícios de habitações, industriais e comercias, bem como centrais de abastecimento de águas a rede de incêndios, tanto obedecendo a normas e regras internacionais, como criando um sistemas autónomos, e outros serviços inerente como. A criação de documentação, analise a e correcção de traduções de equipamentos.
Durante anos, visitei edifícios e obras, criando coisas novas encontrando soluções, sugerindo ou corrigindo, enfim uma profissão que adorava. Era uma pessoa extremamente dinâmica e a pouco e pouco esse fogo se vai apagando.
Ainda hoje fui ao meu antigo trabalho, sim porque hoje em dia temos duas situações o trabalho e o emprego. Em que muita gente prefere a segunda situação e depois lamenta-se.
Trabalho é uma situação em que nos dá prazer o que fazemos, nos esforçamos, damos o nosso melhor, produzimos e gostamos que o mesmo seja reconhecido, e claro queremos ser pagos pelos nossos serviço.
Emprego é aquele que as pessoas estão ali só com um único objectivo, ganhar dinheiro, de um modo geral não gostam do que fazem nem sentem prazer em estar a produzirem, só uma obrigação e nada mais.
Tentando e conversando com ex-colegas e amigos aliviar um pouco a apatia acumulada, e verifico que hoje em dia o trabalho se vai fazendo de vagar, sem pressas, pois denota-se um decréscimo na actividade. Estamos em crise, na rádio e televisão só se ouve a palavra crise, desemprego, fechos de empresas acredito que a moral e ânimo dos portugueses anda mesmo em baixo, quer física, psicológica devido á instabilidade quer monetária sim. ISTO É QUE VAI UMA CRISE
Mas continuando, esta semana foi daquelas para esquecer, se bem que na verdade não há nada para recordar, e isso é triste. O antídoto sabemos qual é, mas não é fácil. A vontade é que não existe e sem vontade, gosto e alegria é tudo uma chatice.
Votos de bom fim de semana e que o futuro seja melhor.

2009-01-11

A visita do Tiago a Lisboa

C Valente - Tiago foi conquistado por Lisboa

Esta semana tive cá em casa um amigo do meu filho, conhecimento que surgiu quando este esteve no Brasil, mais propriamente no Rio de Janeiro a acabar a sua formação em Engenharia Mecânica.
Um jovem brasileiro, carioca que veio pela primeira vez á Europa, pela Holanda, Bélgica e Portugal, seguindo até Paris onde ia ficar dois dias e depois de volta a casa.
O Tiago, amigo do meu filho meu amigo é, um pouco mais novo, também se formou em Engenharia, tendo sido companheiro do Gonçalo, quando da sua estadia no Rio. Assim Foi convidado para ficar em nossa casa durante a sua estadia em Lisboa.
Na medida do possível proporcionei-lhe não só o alojamento como tentei o melhor que posso e sei fazer de cicerone e mostrar um pouco de Lisboa, Sintra e Cascais.
Tendo visitado entre outros locais, A Torre de Belém, O Mosteiro dos Jerónimos, Museu dos Coches e da Electricidade, o Oceanário, umas voltas pela cidade de Lisboa, e arredores
Gostou muito deste nosso país, indiquei foi ter encontrado um clima tão frio e não habitual.
Pois poderei afirmar que ele tinha saudades era do seu clima quente, pois o frio era o que o incomodava mais.
Como é do conhecimento geral esta semana tivemos muito frio e muita neve, em Lisboa o positivo foi não chover nem nevar, mas o frio foi uma constante, principalmente de noite e manhã ou quando já não havia sol, por isso não nos podemos queixar muito, até porque tivemos dias lindos, só o frio incomodava um pouco, principalmente para quem não está habituado.
Gostei do jovem Tiago, um pouco mais novo que o meu filho, sossegado, gentil, poderei dizer que foi um prazer o receber, creio que ele também gostou do nosso acolhimento
Eu e a minha família lhe desejamos as maiores felicidades ao Tiago, e aqui deixo um pouco das imagens que por ele foi colhidas., outras poderia apresentar dada a grande variedade de fotos que foram registadas, mas poucas as que consegui recolher

C Valente - Boca do Inferno - Cascais
Tiago - Castelo de Sintra vista do carro

Tiago- Sé de Lisboa
Tiago - Vista do Castelo de S. Jorge sobre o Tejo