2008-11-21

Ensaio sobre o medo

Foto do autor C Valente- Cemitério dos Prazeres - Lisboa; O ultimo caminho

Será medo do medo
Que tenho medo
Sentimentos de inquietação
Dos medos que tenho em mim

Medo dos que criam medos
Das formas e contornos do medo
Medo dos idiotas impostores
Que dizem nunca ter medo… do medo

Neste mundo actual medonho
Terrorismo, guerras, destruição
Medos dos perigos que ameaçam
Ditaduras, violência opressão

O medo psicológico é doença
Medo da perda de memoria
Cancro, cegueira, traumatismos
Enfermidades permanentes… e morte

O medo conduz á apatia
Acaba com a esperança
Idosos obcecados na solidão
Jovens receiam inadaptação

O medo tem diversas formas
Muitos nomes o medo tem
Pânico, pavor fobia… até susto.
Desemprego, instabilidade também

Medo sem reflectir tem o herói
Só um louco não tem medo
O Homem não teme a morte
Mas a existência vegetativa e dor

A humanidade coexiste com medo
Os medos atrasam o progresso
Tortura o sábio, Reprime a ciência,
Aterroriza o povo, destrói a paz

O medo nem sempre é cobardia
O medo pode dar rumo á existência
Um estimulo num desafio á vida
Conquista a razão, cria a coragem

É humano e natural o medo faz parte da vida
Negativo é a pessoa não saber enfrentar o medo
Salutar é aprender a conviver com o medo
O medo é positivo como estímulo de auto-preservação

2008-11-18

Ensaio sobre o tempo

Tempo não é somente
Passado presente futuro
É vida vivida a seu tempo
Outra dimensão
Que sabemos do tempo
O tempo saberá de si
Que nós sabemos dele
O tempo mede o tempo
Os dias os anos passam
Quando se dá pelo tempo
Verifica-se que é efémero
O tempo a seu tempo percorre
Historias sem tempo e sem fim
O tempo faz história
A história vive no tempo
As memórias vivem do tempo
Qual peça musical
Com andamentos variáveis
Tempo uma eternidade
Tempo temporal
Estações de frio e calor
Equinócios e Solstícios
Através do tempo a lenda
Tempo de memorias
Sinónimo de longevidade
Tempo de insónias
Termómetro da ansiedade
De despertar e de alegrias
No barómetro de alma
Abrir a cortina do tempo
Um purgatório na terra
Tempo de momentos
Tempo de saudades
Ritmo enganador
É necessário matar o tempo
Apatia pelo tempo que passa
Homem sem tempo e sem rumo
A idade passou pelo tempo
Corpo carcomido
Pele enrugada
O tempo esmagador
Marcas de vivência
Num determinado tempo
O tempo para uns foi ontem
O futuro para muitos é hoje
O tempo amanhã virá
Na ampulheta do tempo
A areia deslizou e findou
Pêndulo do tempo presente
Tempo a construir ... o amanhã

2008-11-13

Realidade - ficção


Como câmara escura
A vida é uma ficção
Uma realidade virtual
Um toque literário
Romance inacabado

Personagem, criatura
Um ser diferente
Narrativa incompleta
Figura incontornável
Presença distinta

Vive num turbilhão
Tudo é mais rápido
Desfruta o momento
Realidade inquietante
Comportamento fogoso

Partitura de opereta
Caminho a percorrer
Ponte entre margens
Rios de lágrimas
Torrente de alegria

Descarrilar de problemas
Transbordam emoções
Vivências projectadas
Amor, ódio e paixões

Tela gigante ilustra
Percursos sinuosos
Batalhas constantes
Sessões continuas
Amanhã uma incógnita

O fim está certo ... A vida é tudo e nada.

2008-11-11

Telemóvel e condução

Presenciei um acidente de automóveis, felizmente foi só chaparia, não havendo feridos, acidente causado motivado por falta de atenção ou distracção de um dos condutores, e qual a razão - O telemóvel .
Será por opulência, ou vaidade, na verdade encontra-se ainda muito automobilista a conduzir e a falar ao telemóvel, pode-se também constatar que a maioria são senhoras ( e não tenho nada contra o chama o sexo fraco – acho até que este apelido é uma grande falsidade e ofensivo para com as mulher , dito já ultrapassado), mas é um facto.
Não entendo, pessoas com bons carros, com bons telemóveis, ou seja acessórios caros, não usam auriculares, ou tem dinheiro para muitas coisas, mas não para adquirir um kit de mãos livres, ou um Bleutooth.
Só posso entender por exibicionismo, pois qual queres destes aparelhos ou são oferecidos com o telemóvel, ou são comprados sem serem caros (passo a publicidade)
Também sou daqueles que aderi ao telemóvel, mas em principio só o uso no estritamente necessário e evitando longas conversações, e tomei como regra ser expressamente proibido o condutor (eu) atender ou efectuar chamadas telefónicas quando se está a conduzir. Se for uma emergência, pára-se o carro, mas não num lugar qualquer ou de qualquer maneira, onde não incomode o trânsito, atende-se ou retribui-se a chamada, assim deveríamos proceder todos nós.
Infelizmente isto não é verdade para muitos, pois a formação a educação e o civismo não se compra não se exibe, pratica-se simplesmente.
Não sou a favor das multas, muito menos por coisas mesquinhas ou do modo de “ caça á multa”, mas para o uso indevido de telemóvel deveria ser a multa pesada, assim os infractores optem por em vez de dar nas vistas ou por puro exibicionismo, só assim se entende ser, pois podem falar ao telemóvel por outro modo. Em não o fazer ou usarem os aparelhos recomendados.
Não sou contra o uso dos telemóveis, falem horas a fio, mesmo que não tenham dinheiro para o mais elementar, mas lembrem-se Telemovel e condução não ligam bem.


Se for conduzir não beba .
Se for a conduzir não fale ao telemóvel.

Não é por si…. É pelos outros.

2008-11-08

Fátima majestosa, mesmo diferente

Foto do autor: C Valente - Santuário de Fatima

Um lugar de respeito de oração e devoção, com a presença de muita gente, uns com aspecto turístico, mas não será menor a sua fé, na virgem no local, mas o local está diferente, há já um certo tempo que não vinha a este lugar,
respeitado por muitos, indiferente para alguns, mas devemos respeitar as opções religiosas de cada um, considero-me católico não praticante, tenho o meu próprio modo de olhar a religião, tenho fé em algo especial, mas desconfio do homem da igreja, seja padre ou bispo, são homens, e temos gente boa como má, cometem as coisas mais graciosas, como grandes crimes, são tentados como os outros pelo dinheiro., mas este tema nos levaria a abordar a religião mais profundamente.
Mas deixamos esta situação visitei o nova catedral, e mais parece, (salvo melhor opinião), um auditório de conferências, do que uma igreja, parce um lugar vazio e frio em vez de um espaço acolhedor. Depois não se entende o porque de se “roubar” espaço de via publica, obrigando a desvio onde outrora era praticamente uma recta, com separadores de cimento, dando o aspecto de obra constante. Quem é ou são os responsáveis, qual a posição da autarquia?
Gostaria de colocar aqui algumas fotos do interior da nova igreja, mas estava a decorrer uma missa, e respeito por isso vi-me por vontade própria de tirar fotos.
Como acontece prefiro, visitar a antiga e majestosa igreja, e aqui e como estava em silencio aproveitei como outras pessoas para tirar umas fotografias que aqui vos deixo algumas.
Mas de facto Fátima cada ano que passa está mais moderna e não só no plano religioso como a capela das aparições, que até é muito positiva, mas a nova igreja, que apesar da sua volumetria que poderá estar enquadrada mas o seu desenho e arquitectura não me agrada de todo.
Fátima já á muito que deixou de ser um simples lugarejo, uma vila , hoje é uma cidade tendo o seu epicentro no santuário, e á volta deste encontra-se uma série de hotéis, ( já ultrapassa as duas dezenas), as casa de artigos de mais ou menos religiosos e outras lembranças proliferam , enfim deixou de ser a pequena vila para se tornar uma cidade virada para o turismo em que a construção continua.


Foto de autor C Valente : Linhas frias - Nova Fatima


Foto do autor: C Valente - Crucifixo -Fatima


Foto do autor: C Valente - A virgem -Fatima


Foto do autor: C Valente Altar tradicional-Fatima


Foto do autor: C Valente Virgem abençoa todo o santuário



Foto do autor: C Valente - Catedral







2008-11-07

Regalias vs Obrigações

Não queres, nem gostas de trabalhar? Não importa
O governo dá-te o rendimento mínimo garantido

És da etnia cigana, trabalhas na venda e queres um segundo carro? Não á problema
Graças á eficiência do governo podes receber dois ou três rendimentos mínimos

De tanto andares folgado/a passas a vida a fazer sexo, coisa boa
Para prevenir o governo dá preservativos

Se dá muito trabalho usar preservativo, não te preocupes
O governo dá a pílula do dia seguinte.

Não gostas destas “tretas” porque dá uma trabalheira ir buscar
Não te chateis, se engravidar o governo oferece-te livre aborto

Mas mesmo assim, só tens azares e nasce a criança
Tudo resolvido, o governo dá-te abono de família com 13º mês

Agora que o problema de sexo passou, e a droga não, és viciado
O governo dá-te seringas, metadona acompanhamento

Precisas dinheiro para a droga, e vais roubar
O governo acha que és doente e não cumpres prisão.

És um marginal, “mitra” drogado
O governo dá-te o estatuto de doente

Mas ao contrario disto tudo se:

Tens problemas de infertilidade e queres ter um filho
Conta com problemas, o governo não te ajuda

Precisas de dinheiro para pagar a casa ao banco ?
Está tramado o governo só empresta aos bancos

Não tens, nem arranjas emprego ?
O governo também não te ajuda

Queres estudar ir para a faculdade ?
O governo cria-te dificuldades no acesso

Gostas de trabalhar e és um exemplo de bom funcionário?
O governo protege o patrão e tu vai para a rua

Trabalhas, constróis família e esforças-te para singrar na vida ?
O governo cria-te uma carrada de normas e dificuldades

Cidadão cumpridor e exemplar?
O que esperas do governo como certo… pagar impostos

Será que ainda desejas ser uma pessoa, honesta, trabalhadora e cumpridora?
Faz a tua avaliação pois do governo pouco ou nada esperes, Sim o que te dá.

Com atitudes correctas o que ganhas ?????
Migalhas da parte que é teu ... ou nada .

2008-11-02

C.M.Lisboa, Alcântara & Contentores

Quem conhecia a zona de Alcântara mar, nos anos 60 e 70, de facto era zona feia e suja na Boca do Bom Sucesso, que é a parte interior da zona do cais de Alcântara, onde agora estas as famosas docas, local de velharias uma doca transformada em cemitério de barcos, reparações oficinas e armazéns, tudo muito velho, junto ao clube naval. Servia para em miúdo darmos uns mergulhos, mesmo que as águas não eram muito limpas mas nessa altura não era muito importante.
No cais de Alcântara, onde havia sempre grande movimento de chegada e partida de navios da marinha mercante da Companhia Nacional de Navegação e faziam as viagens para as antigas colónias ou províncias ultramarinas, os navios de outras nacionalidades, dos barcos que faziam as viagens para as ilhas, onde vinham carregados de cana de açúcar, em que grupos de miúdos nos juntávamos e íamos pedir pedaços de cana para depois nos entretermos a roer, outros tempos
Lembra-me de facto de existir um enorme porto, onde outrora se encontravam diversos navios em estaleiro, e muito operariado, o funcionamento da Lisnave na rocha de conde de Óbitos
Da zona da Ribeira das Naus até á Alcântara-Mar era uma azafama e muitos navios, barcos de diversos tamanhos e feitios, e estávamos perto do mar, (com muito pouca zona interdita).
No cais de Alcântara ali embarquei como milhares de outros companheiros para as guerras do ultramar, forçado pelos políticos, alguns que hoje negam a sua participação e colaboração com o governo existente, que hoje condenam quando outrora defendiam.
No cais de Alcântara - Mar , onde havia sempre grande movimento de chegada e partida de navios, ai chorei lágrimas de tristeza , de partida, e lágrimas de alegria com a chegada vindo de cumprir o serviço militar obrigatório de mais de 2 anos.
Com a evolução dos tempos e dos anos fizeram na Doca do bom sucesso, a Marina, limparam toda a zona, acabaram com os velhos armazéns e foi transformado em ponto de encontro, bilhete postal da capital com discotecas e restaurantes e esplanadas.
Não se percebe outrora de facto um grande porto, agora uma amostra, mas como é possível a Administração do Porto Lisboa APL continuar a dominar e ter autonomia em toda a zona ribeirinha, e quando muita dessa zona devia segundo a minha opinião passar para o domínio da Câmara Municipal de Lisboa, é a mesma câmara que devia proteger e melhorar as condições de acesso ao mar criando zonas lúdicas, que resolve de forma pouco clara e transparente criar um corredor de contentores,
O problema como alguns querem colocar não tem haver com a altura, sabemos que cada contentor terá cerca de 2,5 m de altura, se empilharem 5 ou 6 teremos uma altura de pelo menos 3 andares, é certo, mas mesmo que só existisse (que não nunca seria verdade) um só contentor teríamos uma altura de 3m, continuando a vista a ser tapada, mesmo para quem passe de automóvel, mas o mais importante e nisto há sempre um mas. A zona a ser instalados os contentores será uma zona interdita, em que o cidadão ou visitante não tem acesso, (ninguém vai colocar uma esplanada entre contentores, só por graça) o que irá acontecer é que termos todo um corredor vedado, como é normal nestas áreas.

António Costa nega impacto visual do terminal de contentores
"Não está em causa nenhuma muralha de aço", disse o presidente da autarquia de Lisboa ao ser confrontado pelos jornalistas sobre o impacto visual da ampliação do terminal de contentores em Alcântara."


Quem acredita numa afirmação destas, assim como a da inocente concessão , sem concurso publico por mais 27 anos á empresa Liscont, do grupo Mota-Engil, com a administração de um ilustre socialista -Tudo bons rapazes.
Um professor universitário lançou mais uma petição , quem quiser aderir contra a situação veja : A petição "Em Defesa de Lisboa" pode ser assinada no endereço electrónico http://www.gopetition.com/online/23002.html.
Petição «LISBOA É DAS PESSOAS. MAIS CONTENTORES NÃO!»
http://www.gopetition.com/online/22835.html

2008-10-31

Homenageamos os mortos

Foto de autor - C Valente - Repouso dos defuntos

Amanhã é sábado e feriado “Dia de todos os Santos ” seguindo-se no domingo 2, o Dia de Finados, Dia dos Fiéis Defuntos, Dia dos Mortos, situação que a generalidade das pessoas tem conhecimento. Também é dias de visitas aos cemitérios prestar homenagem aos ante-queridos (pelo menos uma vez por ano) os mais idosos conhecem estas datas e esta tradição,e respeitam. Os mais jovens de um modo geral, passa-lhes ao lado, é mais um feriado, (e só estão aborrecidos porque calhou a um sábado) infelizmente é assim, mas a vida contínua.
Tudo isto a propósito de que não devemos esquecer os mortos, honrar a sua memória, assim como respeitar os vivos, suas crenças e convicções.
Alem de ir cumprir com o meu dever de filho, mais de uma vez por ano, neste período e na zona de Lisboa, e agora como tenho mais tempo disponível, vou nas vésperas, afim de evitar aglomerações outro dia será dedicado aos sogros pois a esposa também teve pais, que se encontram sepultados na zona Rio Maior.
Toda esta situação vem a propósito de apelar para uma situação que eu normalmente pratico.
Cada vez que visitem um cemitério, leiam o nome que se encontram num memorial, nas sepul-turas ou campas, nas gavetas , nos jazigos. Leiam o nome das pessoas, mesmo que nada lhes diga , será um modo de que alguém pronunciou o nome que já não está entre os vivos,, em voz baixa ou em voz alta é indiferente, mas com este gesto simboliza que alguém não foi esquecido. Um nome foi recordado mesmo que também já não tenha familiares vivos, que ninguem se lembra deles. É uma forma de homenagear o morto, um desconhecido, não importa quem foi, ali naquele lugar são todos iguais.
É um gesto que há muito pratico, e que recomendo que os outros também o façam, sentir-se-ão melhores como quando praticamos uma boa acção.
Um recomendação, que não tem nada de mórbido, visitem os cemitérios dos Prazeres, ou o de Alto S. João, em Lisboa onde encontram muitos bons monumentos, e por certos muitos outros há por esse país fora.
Um fim de semana com muita paz e serenidade,

Lembrando também uma data fatídica
Há 353 anos deu-se o Terramoto de 1755 ou Terramoto de Lisboa, que ocorreu no dia 1 de Novembro de 1755 pelas 9.30horas, realizava-se na altura muitas “missas de todos os santos”, o que segundo alguns mais agravou a situação, causando múltiplos incêndios com o desmoronar das igrejas e velas acesas, rapidamente se propagou o fogo. Do terramoto, resultou a destruição quase completa da cidade de Lisboa. O sismo foi seguido de um tsunami - que se crê terá atingido a altura de 20 metros – Calcula-se que o numero de mortos tenha excedido a 10.000 vitimas.
Nas áreas que não foram afectadas pelo tsunami, o fogo logo se alastrou, e os incêndios constam que duraram uma semana. Todos tentaram fugir e não havia quem o apagasse.
Segundo os modernos geológicos estimam que o sismo de 1755 poderá ter atingido a magnitude 9 na escala de Richter.

2008-10-30

Pensamentos

Foto do autor C Valente - Falsa janela

- Vida e morte não tem calendário. Acontece


- A verdadeira beleza é tão especial, tão especial que não se vê. Sente-se


-Parafraseando grandes autores não dá grandes méritos a quem o prenuncia

2008-10-27

Provérbios portugueses de P a Z

Provérbios de P a Z

A terminar aqui vos deixo a parte final, muitos provérbios ainda existem, talvez um dia volte a publicar mais alguns, lá para o próximo ano.

- Paga o que deves e poupa o que fica
- Palavras sem obras, são tiros sem balas
- Perdida a vergonha, não valem castigos

- Quando vem a glória vai-se a memoria.
- Quem não tem vergonha não tem honra
- Quem tem amigos, não morre na cadeia

- Ralham as comadres, descobrem-se as verdades
- Renega do amigo que por ti foge do perigo
- Repreensão bem dada é palavra abençoada

- Saudade é fraco remédio e doce engano
- Sardinha bem salgada, bem cozida, mas assada
- Se bêbado te vires, foge à companhia e vai dormir

- Todos querem chegar a velho mas ninguém quer que lho chamem
- Tempo e maré não esperam por ninguém
- Todo o sangue é vermelho

- Um dia frio e logo um quente, faz mal á gente
- Um tem a bolsa, outro o oiro, e assim vai andando o mundo
- Uma mulher faz tudo, duas fazem pouco e três não fazem nada

- Vale mais um inimigo que nos avisa
- Vêm as glórias, vão-se as memórias
- Virtude invejada duas vezes é virtude

- Zombai com tolo em casa, zombará convosco na praça
- Zé nabiça, quanto vê quanto cobiça
- Zombaria de siso mete os homens em perigo